ASSOCIAÇÃO MINEIRA GERANDO OPORTUNIDADES

O novo Diretor Executivo, Diego Santos, fala sobre desafios, sonhos e paixão pela raça 

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A vida é movida pelas oportunidades e esse assunto está sempre presente no ambiente da Associação dos Criadores de Gado Holandês de Minas Gerais – ACGHMG, e assim é o trabalho da entidade, gerar oportunidades para os associados e para as pessoas que com paixão e profissionalismo movem a raça. Focado nesse pensamento e investindo em mentes jovens, a Associação Mineira gera oportunidades e tenta cada vez mais ampliar os seus horizontes, primando sempre pela evolução e qualidade.
E por falar em oportunidade, a história do nosso entrevistado começou em meio a um curso de Avaliação Morfológica promovido pela Associação e claro, surgiu a oportunidade de transformar a aprendizagem em prática, assim começou a trajetória do novo Diretor Executivo da Associação Mineira, Dr. Diego Charles de Almeida Santos, Médico Veterinário, com formação em Gestão Rural, 30 anos, solteiro, nascido em Andrelândia – MG e apaixonado desde pequeno pelo clima da fazenda. Nessa edição, vamos conhecer melhor o jovem que em poucos meses mostra que veio para trabalhar sério e fazer a diferença na raça.

JORNAL HOLANDÊS: Você teve alguma influência do campo na sua infância?
DIEGO SANTOS: Sempre tive contato com a terra. Meu avô tinha fazenda e a tradição continuou por toda a família. Essa influência é viciante, nunca nos abandona.

JH: Como começou a sua história na Associação Mineira?
DS: Desde pequeno sou apaixonado pela pecuária leiteira. Na faculdade conheci algumas pessoas que trabalhavam na ACGHMG, mas a oportunidade de estágio surgiu num curso de Avaliação Morfológica promovido pela Mineira que participei e daí tive o privilégio de conseguir uma vaga de estágio.

JH: Quando fazia Medicina Veterinária pensava em trabalhar com animais de grande porte?
DS: Sim, na verdade quando decidi fazer Veterinária já era pela vontade de trabalhar com animais de grande porte, em especial com bovinos leiteiros.

JH: Ao falar de gado, quais as áreas da Medicina Veterinária que mais gosta de trabalhar?
DS: Quando se fala em paixão, tudo é interessante, mas a parte que sempre me chamou a atenção foi a de Melhoramento Genético, evolução muito rápida com todas as ferramentas que existe, além de podermos ter todos os dados dos animais para comprovarem que está expressando toda sua genética.

JH: Como está adaptando o seu conhecimento como Médico Veterinário a um cargo administrativo?
DS: As duas áreas possuem semelhanças. Além disso, tenho formação em Gestão Rural e isso me ajuda no cargo em que ocupo atualmente. Mas sempre é preciso atualizar, buscar novos conhecimentos.

JH: Profissionalmente, o que você sempre sonhou em realizar?
DS: Sonho todo dia em fazer um trabalho bem feito e que seja reconhecido, acho que todo profissional sonha em ter respeito e admiração de todos. Como admirador de um belo animal, ainda sonho em ser Classificador e Jurado Oficial.

JH: E como foi o convite de assumir uma entidade a nível estadual como Diretor Executivo?
DS: Sempre trabalho para crescer, mas confesso que fiquei bem surpreso, mas animado ao mesmo tempo por depositarem essa confiança em mim. A equipe é boa, tanto técnica quanto administrativa e isso nos motiva. É gratificante esse cargo, busco sempre fazer o melhor em tudo e acredito que aqui não será diferente.

JH: Quais são as características fundamentais para um bom diretor?
DS: Conseguir enxergar os pontos fracos e os pontos fortes da ‘empresa’, tomar decisões certas e rápidas quando precisa. Reconhecer, elogiar, ensinar, aprender e gostar do que faz como tudo na vida.

JH: Em pouco tempo você vivenciou vários setores da Associação. O que isso contribui para o seu novo cargo?
DS: Exatamente, em tão pouco tempo passei por quase todos os setores técnicos na Associação, além de ter vivido bastante a parte interna e isso contribuiu porque consigo ter uma visão geral do que é a entidade hoje.
JH: Como foi essa experiência de começar sua gestão com dois grandes eventos?
DS: O começo da minha gestão com esse desafio não foi fácil, mas tive ajuda de todos e graças a Deus no final, depois de toda a tensão em fazer com que tudo desse certo, o resultado foi satisfatório. Equipe, conselheiros, criadores, amigos e todas as pessoas envolvidas ajudaram bastante nesse momento.

JH: A Associação não para e na sequência vem mais eventos… Como administra o seu dia a dia?
DS: Não pára, agora estamos com a Exphomig se aproximando, mas a gestão da Associação não fica apenas nos eventos. Procuro continuar dando atenção a todos os criadores e associados, deixar a equipe motivada e dar auxílio em tudo que eles precisam, além de estar sempre antenado nas novidades e não deixar que as coisas saiam dos trilhos. No meu dia a dia busco sempre fazer o que preciso, não deixando as atividades acumularem.

JH: Quais são os maiores desafios da Associação Mineira?
DS: Prestar serviço de qualidade agregando valores aos associados, mostrar que a ACGHMG está aqui para contribuir com o melhoramento genético dos rebanhos, chancelar os resultados que eles conseguem em suas propriedades e auxiliar nas tomadas de decisões. Já passou da hora da Associação ser apenas conhecida como o órgão que registra os animais, mas sim, que contribui para evolução do rebanho e propriedade. Vamos buscar cada vez que o técnico seja participativo e presente.

JH: Como a Entidade pode agregar mais associados?
DS: Fazendo o que acabei de responder. Além disso, o momento que o país se encontra não é bom, mas enxergamos com bons olhos o crescimento da Mineira e afirmo que nossos resultados estão melhores do que o ano anterior e a tendência é de mais crescimento.

JH: Falando em tempo de economia turbulenta, como administrar bem o dinheiro?
DS: Boa pergunta com uma resposta rápida. Errando cada vez menos e buscando tecnologia, sendo eficiente.

JH: Minas Gerais é um estado muito grande, a distância é muitas vezes um complicador. Como aproximar mais os criadores e promover uma maior união?
DS: Sim, esse é um complicador para nossos técnicos nos atendimentos, por isso a divisão de região é imprescindível. Promovendo eventos maiores no decorrer do ano e em cada região específica: palestras e participação em dias de campo.

JH: Nesses dois meses de gestão, o que mais te alegrou?
DS: O primeiro desafio ter dado certo, e o companheirismo dos colaboradores e conselheiros para fazer a ACGHMG crescer.

JH: E o que mais te assustou?
DS: Toda a responsabilidade que têm esse cargo, na verdade um susto bom.

JH: Pretende continuar a viajar realizando visitas em fazendas?
DS: Pretendo sim, mas acho que o momento não é esse. Temos uma equipe técnica muito boa, preciso é dar suporte e administrar a Associação. Nunca pensei em abandonar o campo, mas minha função atualmente me distancia da parte técnica, mas não das visitas as propriedades.

JH: Você já pensou em ações que gostaria de realizar na Associação Mineira?
DS: Penso toda hora em várias coisas, mas temos que ir com calma. Mas posso garantir que estaremos cada vez mais presentes nas propriedades. Ter uma semana da Associação em cada região, estar sempre nos eventos dos associados, apoiando e realizando.

JH: Por fim, muitos falam que a paixão cega as pessoas. Você acredita que ela pode andar junto com a razão?
DS: A paixão não cega e sim, anda junto com a razão. A paixão dos criadores com os animais e a Raça Holandesa me impressiona. Sempre ouço histórias, agora com as redes sociais podemos acompanhar como é apaixonante, vejo crianças e jovens convivendo com as vacas, isso tudo é sempre muito gratificante. Tudo que fazemos na vida é fundamental sermos apaixonados, pois a paixão nos move a alcançar nossos ideais!