DELÍCIA MINEIRA PARA O MUNDO

O queijo Minas Artesanal conquista reconhecimento mundial e acaba de ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade

O queijo mineiro é famoso pelo mundo. A forma de produção dessa iguaria é única em Minas Gerais, carregando muita tradição e histórias. O Queijo Minas Artesanal acaba de ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

A raça Holandesa em Minas Gerais possui vários associados que produzem queijos diferenciados feitos 100% de leite Holandês. Para o associado Eudes Anselmo Braga, esse título abrirá mais portas, trará rentabilidade, de forma geral vai trazer sucessão, por meio da sua valorização, a cultura está sendo valorizada, haverá mais sustentabilidade e reconhecimento. “Além de fazer parte da culinária mineira, ele tem realmente essa importância econômica para dentro do Estado. Aqui na minha região, por exemplo, 30% do leite produzido são destinados à produção do Queijo Minas Artesanal. Fico feliz quando produtor de queijo, produtor de uma raça específica que tem o seu leite transformado em queijo de muita qualidade. O momento é de celebrar”, ressalta entusiasmado.

Para o associado Eudes Anselmo Braga, esse título vai abrir mais portas e trazer rentabilidade

A candidatura do bem cultural à lista Representativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco foi apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan em março de 2023. No início de dezembro, a proposta foi apreciada e aprovada durante a 19ª sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial do órgão em Assunção, no Paraguai. 

Feito a partir de técnicas ancestrais, relacionadas à produção de queijo de leite cru, o Queijo Minas Artesanal tornou-se uma importante atividade socioeconômica que promove inclusão e desenvolvimento local, em especial da agricultura familiar. Esse saber-fazer envolve valores culturais, além de conhecimentos e técnicas desenvolvidas geração após geração ao longo de três séculos, tornando o Queijo Minas Artesanal um alimento referencial para a cultura nacional e a identidade local de grupos e indivíduos de diferentes regiões e paisagens de Minas Gerais. 

A produção do Queijo Minas Artesanal abrange 106 municípios de Minas Gerais. Em cada região, o queijo remete ao sentimento de pertencimento dos indivíduos a suas comunidades de origem e ao orgulho dos produtores pela qualidade do resultado de seu trabalho cotidiano, que envolve desde o manejo do pasto e cuidado com o bem-estar dos animais até o preparo, zelo e a venda do queijo aos consumidores. 

O reconhecimento celebra os territórios produtores do Queijo Minas Artesanal e suas tradições, e representa a valorização dos saberes ancestrais e dos modos de vida dos mineiros. A inclusão na lista da Unesco também é uma oportunidade de fortalecimento econômico e social para os produtores e suas comunidades, além de impulsionar o turismo sustentável e de experiência nas regiões produtoras.

Técnicas desenvolvidas ao longo de mais de 300 anos, com origens nos pequenos produtores rurais, características únicas dos territórios de produção e saberes acumulados pelas comunidades locais foram alguns dos critérios que contribuíram para que Minas Gerais pudesse agora comemorar o importante feito.

O Estado conta com cerca de nove mil produtores de Queijo Minas Artesanal, gerando aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos. A produção anual do atinge cerca de 40 mil toneladas, com uma renda gerada que ultrapassa R$ 2 bilhões por ano. Com isso tudo, o país tem o primeiro produto da cultura alimentar incluído na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco.

Fontes: Agência Minas e Iphan