{"id":1556,"date":"2016-01-20T01:10:22","date_gmt":"2016-01-20T01:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalholandes.com.br\/?p=1556"},"modified":"2016-03-15T01:46:48","modified_gmt":"2016-03-15T01:46:48","slug":"como-sera-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/economia\/como-sera-2016\/2016\/01\/","title":{"rendered":"ECONOMIA | COMO SER\u00c1 O ANO DE 2016?"},"content":{"rendered":"<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\"><em>O\u00a0produtor deve ficar atento \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o financeira e \u00e0s oportunidades<\/em><\/p>\n<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\"><!--more--><\/p>\n<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\">A virada do ano \u00e9 marcada pela eterna m\u00fasica, ou melhor, pelo eterno sentimento: &#8220;Adeus, Ano Velho! Feliz Ano Novo! Que tudo se realize no ano que vai nascer! Muito dinheiro no bolso&#8230;&#8221;, de autoria de David Nasser e Francisco Alves tornou-se a can\u00e7\u00e3o-tema do r\u00e9veillon brasileiro. E assim come\u00e7a 2016 e todos perguntam: como ser\u00e1 este ano? Pol\u00edtica e economia s\u00e3o os assuntos do momento. Tanto a cidade quanto o campo est\u00e3o sofrendo as turbul\u00eancias do mercado. E o JORNAL HOLAND\u00caS reuniu importantes profissionais do mercado do leite e lan\u00e7ou a seguinte pergunta: Em 2016, quais s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es para o mercado do leite? Mesmo com as expectativas para o ano que se inicia n\u00e3o sendo t\u00e3o promissoras; a inova\u00e7\u00e3o, o conhecimento e o relacionamento far\u00e3o a diferen\u00e7a nesses momentos de incerteza. E lembre-se, que em tempos de crise, voc\u00ea deve ficar atento, pois \u00e9 nessas situa\u00e7\u00f5es que surgem grandes oportunidades.<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA o Pesquisador do mercado de leite CEPEA | Wagner Hiroshi<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Resumidamente, 2013 e a primeira metade de 2014 foram per\u00edodos marcados pelo excesso de oferta de leite, e o final de 2014 at\u00e9 os dias de hoje foram marcados pela demanda enfraquecida.<\/p>\n<p>A queda da demanda pelos produtos l\u00e1cteos se deu por conta da crise econ\u00f4mica que afetou diretamente o poder de compra do consumidor. Atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise de elasticidade-renda da demanda chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que grande parte dos derivados de leite (com exce\u00e7\u00e3o do leite UHT, que \u00e9 um item da cesta b\u00e1sica, e por isso teve menor enfraquecimento no consumo) tem queda quando o poder de compra do consumidor est\u00e1 fragilizado. Tend\u00eancia muito parecida com o que ocorre com a carne vermelha, que \u00e9 substitu\u00edda por carne su\u00edna ou de aves, que possuem um pre\u00e7o de mercado menor. Com os derivados l\u00e1cteos, o consumidor acaba adquirindo queijo, manteiga e iogurte de marcas mais baratas ou simplesmente deixa de comprar.<\/p>\n<p>Dessa forma, recebemos informa\u00e7\u00f5es dos nossos colaboradores (cooperativas e latic\u00ednios) durante todo o ano de queda na demanda e esse fator impediu, at\u00e9 certo momento, o repasse desse aumento de pre\u00e7os para o produtor no per\u00edodo de entressafra, principalmente. Para o produtor, o ano de 2015 foi ainda mais complicado, pois os custos de produ\u00e7\u00e3o sinalizaram aumentos durante praticamente o ano todo, e o excesso de oferta de leite em 2013 e parte de 2014 fizeram com que a ind\u00fastria acumulasse estoques. Com isso, nosso indicador de pre\u00e7os pago ao produtor caiu por nove meses seguidos (jun\/14 a fev\/15), trazendo os patamares de pre\u00e7os desse ano, em m\u00e9dia, 9-10% menores que o ano passado. Com os custos aumentando e a receita caindo, a margem do produtor reduziu consideravelmente e este fato fez com que alguns produtores de algumas regi\u00f5es sa\u00edssem da atividade, causando maior competitividade entre os latic\u00ednios pelos produtores de leite.<\/p>\n<p>Em minha opini\u00e3o, as possibilidades de melhora no setor no curto prazo, ou seja, para 2016 s\u00e3o bem pequenas, pois os problemas com a demanda e, consequentemente, com o poder de compra s\u00f3 ir\u00e3o melhorar quando a economia do pa\u00eds voltar a crescer. Pensando pelo lado do pecuarista de leite, que n\u00e3o possui controle da sua receita, pois a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os \u00e9 feita com a ind\u00fastria, a melhora na rentabilidade s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se ele conseguir maximizar a produ\u00e7\u00e3o e a produtividade da atividade com os menores custos de produ\u00e7\u00e3o poss\u00edveis. Outro fator que corrobora com esse momento dif\u00edcil para o produtor \u00e9 o per\u00edodo de safra nacional que estamos passando agora e que geralmente se estende at\u00e9 o final do primeiro trimestre, onde a oferta de leite aumenta m\u00eas a m\u00eas e os pre\u00e7os do leite pago ao produtor tende sofrer quedas. No final e inicio do ano a demanda se enfraquece ainda mais devido ao per\u00edodo de f\u00e9rias escolares, com isso o consumo por leite em p\u00f3 cai consideravelmente e \u00e9 mais um fator que pressiona as cota\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo sazonal de quedas de pre\u00e7os&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA O Engenheiro Agr\u00f4nomo, CEO da AgriPoint | Marcelo Pereira de Carvalho<\/strong><\/p>\n<p>Em certos aspectos, 2016 ser\u00e1 semelhante a 2015: a economia n\u00e3o deve se recuperar, o que afeta o consumo. Al\u00e9m disso, os custos de produ\u00e7\u00e3o devem ter alta expressiva (na nossa proje\u00e7\u00e3o, uma ra\u00e7\u00e3o de 67% milho, 30% soja e 3% mineral) deve ter alta de 15,5% sobre 2015.<\/p>\n<p>No entanto, diferentemente de 2015, vemos alguns fatores positivos que podem melhorar a remunera\u00e7\u00e3o do produtor: o ano se inicia com uma oferta de leite baixa, reflexo das menores margens recebidas pelo produtor ao longo de 2015 e, tamb\u00e9m, dos diversos problemas clim\u00e1ticos devido ao excesso de chuvas no Sul e \u00e0 falta de chuvas em Minas Gerais e Goi\u00e1s. Essa restri\u00e7\u00e3o na oferta pode gerar uma maior competi\u00e7\u00e3o pelo leite no campo mesmo em um cen\u00e1rio de economia deprimida, elevando os pre\u00e7os pagos ao produtor.<\/p>\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que a alta do d\u00f3lar, apesar de trazer press\u00f5es de custo ao produtor, desestimula a entrada de produtos importados: em 2015, as importa\u00e7\u00f5es tiveram impacto expressivo em nosso mercado, principalmente no primeiro semestre. Dependendo do patamar que o d\u00f3lar alcan\u00e7ar, podemos at\u00e9 mesmo ter oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Devido a essa conjuntura de fatores, \u00e9 poss\u00edvel que tenhamos uma eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os significativa ao longo do primeiro semestre. Vale lembrar que, neste final de ano, ao contr\u00e1rio do que costuma ocorrer, a queda de pre\u00e7os foi, no geral, pequena, sugerindo mercado equilibrado em um momento de aproxima\u00e7\u00e3o do fim da esta\u00e7\u00e3o das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Com os custos de alimenta\u00e7\u00e3o elevados, o produtor que conseguir produzir prote\u00edna e energia atrav\u00e9s de volumosos de alta qualidade, principalmente em pastejo, tende a ter resultados expressivamente melhores que em 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>COM A PALAVRA o Presidente da ASBIA | Carlos Vivacqua Carneiro Luz<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O setor de insemina\u00e7\u00e3o artificial, atrav\u00e9s da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Insemina\u00e7\u00e3o Artificial &#8211; ASBIA, que representa 95% do mercado de IA, tem identificado constante e crescente profissionaliza\u00e7\u00e3o nos programas de melhoramento gen\u00e9tico, nos rebanho brasileiros, atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de touros provados e de alto valor gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns poucos anos, identificava-se como a maior demanda por parte dos produtores nacionais, touros com altos volumes de leite e bons compostos de \u00fabere, pernas e patas. Este crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o vem sofrendo grande altera\u00e7\u00e3o e atualmente nota-se a predomin\u00e2ncia por s\u00eamen de animais com estrutura mediana, caracter\u00edsticas de sa\u00fade positiva (Vida Produtiva, Cel. Som\u00e1tica e Prenhes das Filhas), alinhado com produ\u00e7\u00f5es medianas de leite (n\u00e3o extremadas) e animais mais equilibrados e positivos para s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o do \u00edndice TPI, como base de sele\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m vem sendo validada por muitos, pois este \u00edndice sofreu significativos ajustes nos \u00faltimos anos, trazendo para sua formula\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas e valores mundiais, deixando de representar exclusivamente valores dos produtores americanos. Assim, cresceu a aceita\u00e7\u00e3o global na utiliza\u00e7\u00e3o do TPI como \u00edndice de sele\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 uma tend\u00eancia mundial e que chegou ao entendimento dos produtores brasileiros, como sendo v\u00e1lida para nossos sistemas de produ\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o da atividade.<\/p>\n<p>O advento da gen\u00f4mica trouxe maior dinamismo ao setor e a oferta de novos indiv\u00edduos torna-se uma constante. As centrais que operam em nosso pa\u00eds oferecem aos produtores da ra\u00e7a Holandesa o que h\u00e1 de mais atual e a melhor gen\u00e9tica dispon\u00edvel no mercado global. Todos, sem nenhuma aus\u00eancia, grandes touros dispon\u00edveis no mundo est\u00e3o tamb\u00e9m dispon\u00edveis \u00e0 nossos produtores. E, isto permite que nossos programas de melhoramento gen\u00e9tico alcancem os \u00edndices que visualizamos atualmente.<\/p>\n<p>A Insemina\u00e7\u00e3o Artificial \u00e9 um insumo que tem o custo de somente 2% do custo de produ\u00e7\u00e3o e \u00e9 o \u00fanico insumo que deixa residual entre gera\u00e7\u00f5es. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 no sistema de produ\u00e7\u00e3o nenhum insumo com esta rela\u00e7\u00e3o custo x benef\u00edcio&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CNA REALIZA BALAN\u00c7O 2015 E PERSPECTIVAS 2016<\/strong><\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil \u2013 CNA divulgou no m\u00eas passado o balan\u00e7o de 2015 e as perspectivas para 2016 do setor agropecu\u00e1rio e segundo relat\u00f3rio tudo indica que n\u00e3o haver\u00e1 grandes incrementos na produ\u00e7\u00e3o de leite em 2016, visto que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds tende a manter os indicadores negativos que afe\u00actar\u00e3o diretamente a demanda. Segundo o Boletim Focus do Banco Central &#8211; BC, de 23 de outubro de 2015, o Produto Interno Bruto &#8211; PIB passar\u00e1 de \u2013 3,0% em 2015 para \u2013 1,4%, em 2016, mantendo o pa\u00eds em recess\u00e3o econ\u00f4mica. A infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdn\u00acdice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo &#8211; IPCA em 2016, est\u00e1 estimada em 6,22%, ainda acima do centro da meta, (4,5%), mas dentro da margem de seguran\u00e7a de dois pontos percentuais, estabelecida pelo governo.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta de emprego, de acordo com as proje\u00e7\u00f5es da LCA Consulto\u00acria, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), em 2016, pouco mais de 800 mil postos de emprego ser\u00e3o fechados, praticamente metade do previsto para 2015, o que sinaliza a manuten\u00e7\u00e3o do &#8220;fan\u00actasma do desemprego&#8221;.<\/p>\n<p>Essa conjuntura resulta em menor poder de compra da popula\u00e7\u00e3o, o que para o setor l\u00e1cteo implica em redu\u00e7\u00e3o do consumo de produtos de alto valor agregado, como queijos e iogurtes. As proje\u00e7\u00f5es do Rabobank corroboram este fato, indi\u00accando que haver\u00e1 queda no consumo de produtos l\u00e1cteos no Brasil no decorrer de 2016. Com a demanda interna reprimida, uma alternativa seria contar com as exporta\u00e7\u00f5es, mesmo que pequenas, poderiam sinalizar melhorias nos pre\u00e7os pa\u00acgos aos produtores.<\/p>\n<p>Para 2016, o Boletim Focus estima que a cota\u00e7\u00e3o m\u00e9dia do d\u00f3lar no per\u00edodo ser\u00e1 de R$ 4,05, valor 19% maior do que a m\u00e9dia prevista para 2015. Esse cen\u00e1rio \u00e9 positivo para o setor l\u00e1cteo no que se refere \u00e0 balan\u00e7a co\u00acmercial, pois dificulta as importa\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o do aumento da competitividade da ind\u00fastria nacional e favorece as exporta\u00e7\u00f5es devido \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do real. Entretanto, para que haja maior explora\u00e7\u00e3o das oportunidades oferecidas pelo mercado internacional, al\u00e9m do c\u00e2mbio ser\u00e1 necess\u00e1rio melhoria nos pre\u00e7os das commodities l\u00e1cteas.<\/p>\n<p>Se, por um lado, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio ajuda na melhoria do saldo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos, por outro, onera ainda mais os custos de produ\u00e7\u00e3o do leite. Insumos utilizados em larga escala na pecu\u00e1ria leiteira, como fertilizantes, defensivos, sal mineral e medicamentos s\u00e3o basicamente importados, o indicando que ter\u00e3o seus valores corrigidos em fun\u00e7\u00e3o do aumento do d\u00f3lar. Na mesma linha de valoriza\u00e7\u00e3o, seguem o milho e o farelo de soja, principais ingredientes da ra\u00e7\u00e3o concentrada. Apesar dos estoques elevados, os pre\u00e7os da soja e do milho na Chicago Board of Trade &#8211; CBOT est\u00e3o pr\u00f3ximos aos pre\u00e7os m\u00ednimos dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No entanto, para o Brasil a baixa nos pre\u00e7os internacionais \u00e9 compensada pelo c\u00e2mbio, tanto que a comercializa\u00e7\u00e3o futura destes produtos est\u00e3o bem adiantadas em rela\u00e7\u00e3o a anos anteriores. Nesse contexto, o cen\u00e1rio que se desenha para os custos de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante preocupante, pois al\u00e9m dos itens citados, ainda h\u00e1 o incremento no sal\u00e1rio m\u00ednimo, permitindo inferir que a \u00fanica certeza para 2016 ser\u00e1 que o custo de produ\u00e7\u00e3o do leite ser\u00e1 bem maior que o praticado em 2015.<\/p>\n<p>Segundo o presidente da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil \u2013 CNA, Jo\u00e3o Martins &#8220;n\u00e3o faltar\u00e1 alimentos e nem haver\u00e1 desabastecimento dos g\u00eaneros de primeira necessidade. A CNA est\u00e1 atenta aos problemas conjunturais da economia brasileira e seus poss\u00edveis reflexos no desempenho do setor agr\u00edcola e decidiu reativar a Comiss\u00e3o Nacional de Pol\u00edtica Agr\u00edcola que ficar\u00e1 encarregada de analisar e buscar alternativas capazes de &#8220;blindar o setor dos impactos negativos&#8221;.<\/p>\n<p>O presidente da comiss\u00e3o, o vice-presidente diretor da CNA, Jos\u00e9 M\u00e1rio Schreiner, defendeu que uma das medidas emergenciais para atender o setor seria elevar a R$ 1,2 bilh\u00e3o os recursos p\u00fablicos destinados ao pr\u00eamio de subven\u00e7\u00e3o ao seguro rural da pr\u00f3xima safra. A verba prevista at\u00e9 agora para as opera\u00e7\u00f5es do seguro rural \u00e9 de R$ 400 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Schreiner, o objetivo principal da Comiss\u00e3o de Pol\u00edtica Agr\u00edcola \u00e9 buscar alternativas para &#8220;blindar o setor da crise. Como diz o ditado popular quando voc\u00ea tem, no cesto, uma laranja podre, esta pode contaminar as demais. Mas, no nosso caso, precisamos saber como proteger a \u00fanica laranja s\u00e3 &#8211; a agricultura e a pecu\u00e1ria -, dos demais segmentos contaminados&#8221;, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o superintendente t\u00e9cnico da CNA, Bruno Lucchi, avaliou que mesmo diante das dificuldades da economia, a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os em 2016 deve crescer acima de 2%, com destaque para a soja, cuja \u00e1rea plantada ter\u00e1 incremento de 3,8% e a produ\u00e7\u00e3o outros 6,8%. Lucchi considerou satisfat\u00f3rio o desempenho do PIB do agr\u00edcola em 2015: previs\u00e3o de pequena queda (-0,7%), aceit\u00e1vel levando-se em conta a retra\u00e7\u00e3o geral da economia brasileira prevista para este ano (-3,5%).<\/p>\n<p>O economista da LCA Consultoria, Fernando Sampaio, entende que o ano de 2015 &#8220;foi uma surpresa altamente negativa, com o PIB devendo apresentar queda expressiva de 3,5%, devido \u00e0s incertezas pol\u00edticas que acabaram provocando forte desconfian\u00e7a do setor empresarial, levando ao adiamento ou a suspens\u00e3o de investimentos&#8221;.<\/p>\n<p>A Superintendente de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais &#8211; SRI da CNA, Alinne Betania Oliveira, apresentou um resumo dos resultados do agroneg\u00f3cio brasileiro no mercado externo, destacando que as vendas do segmento alcan\u00e7ar\u00e3o US$ 89 bilh\u00f5es, representando 48% de todo o com\u00e9rcio externo do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Segundo ela, os produtos brasileiros continuam competitivos no mercado internacional, mas algumas quest\u00f5es precisam ser observadas com prioridade, casos dos acordos comerciais. O Brasil ter\u00e1 de apressar acordos de com\u00e9rcio com a Uni\u00e3o Europeia, R\u00fassia e China, especialmente &#8220;para n\u00e3o perder terreno na dura competi\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, resta ao produtor maior acompanhamento administrativo do seu neg\u00f3cio, visto que 2016 ser\u00e1 um ano de margens apertadas. Ademais, o cuidado com a qualidade do leite dever\u00e1 ser redobrado, visto que em julho de 2016 passa valer os par\u00e2metros internacionais de qualidade do leite para as regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste, conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 62\/2011 do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento &#8211; MAPA, o que dever\u00e1 mobilizar toda cadeia para adequa\u00e7\u00e3o da norma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0produtor deve ficar atento \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o financeira e \u00e0s oportunidades<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1590,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-1556","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1556","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1556"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1556\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1601,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1556\/revisions\/1601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1556"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1556"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1556"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}