{"id":1845,"date":"2016-03-15T00:45:52","date_gmt":"2016-03-15T00:45:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=1845"},"modified":"2016-12-16T10:23:33","modified_gmt":"2016-12-16T10:23:33","slug":"entrevista-exclusiva-secretario-de-estado-joao-cruz-reis-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/geral\/entrevista-exclusiva-secretario-de-estado-joao-cruz-reis-filho\/2016\/03\/","title":{"rendered":"ENTREVISTA EXCLUSIVA | Secret\u00e1rio de Estado, Jo\u00e3o Cruz Reis Filho"},"content":{"rendered":"<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\"><em>&#8220;O objetivo \u00e9 que\u00a0seus pleitos sejam ouvidos&#8221;<\/em><\/p>\n<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\"><!--more--><\/p>\n<h1 dir=\"LTR\" align=\"LEFT\">Trabalhando cada vez mais junto<\/h1>\n<p dir=\"LTR\" align=\"LEFT\"><em>Com metas ousadas em termos de competitividade e com objetivos claros de melhorar a qualidade do leite, garantir mais sanidade, reduzir a preval\u00eancia de doen\u00e7as e aumentar a capacidade do nosso produtor; o Secret\u00e1rio de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento de Minas Gerais, Jo\u00e3o Cruz Reis Filho recebeu a equipe do JORNAL HOLAND\u00caS para falar sobre sua experi\u00eancia e planos para a sua gest\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Pecuarista, Engenheiro Agr\u00f4nomo, Mestre e Doutor em Melhoramento Gen\u00e9tico Animal, assumiu o cargo de secret\u00e1rio em janeiro de 2015. Foi Presidente do Sindicato Rural de Miradouro e atualmente est\u00e1 licenciado no cargo de Fiscal Federal Agropecu\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento.<\/em><\/p>\n<h6>Foto Wagner Correa<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1846 size-full\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0202.jpg\" alt=\"2016_03_0202\" width=\"450\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0202.jpg 450w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0202-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JORNAL HOLAND\u00caS: Quais s\u00e3o os planos tra\u00e7ados pela sua Secretaria para o agroneg\u00f3cio do leite em Minas Gerais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JO\u00c3O CRUZ REIS FILHO:<\/strong> Foi lan\u00e7ado em fevereiro o Minas Pecu\u00e1ria, que possui duas vertentes: o fomento ao gado de leite e o fomento ao gado de corte. Esse programa tem algumas metas ousadas, que \u00e9 realmente aumentar a competitividade dos nossos produtos, melhorar a qualidade, garantir mais sanidade, reduzir a preval\u00eancia de doen\u00e7as, aumentar a capacidade do nosso produtor de incorporar a tecnologia e gerar tecnologia tamb\u00e9m por meio das nossas empresas de pesquisas estaduais; enfim temos uma expectativa enorme que esse programa seja realmente transformador na pecu\u00e1ria leiteira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: E quais os principais obst\u00e1culos para implantar esse plano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Os maiores obst\u00e1culos s\u00e3o aqueles decorrentes das dificuldades que o pr\u00f3prio setor enfrenta; passado a estiagem, este ano \u00e9 o excesso de chuva; e agora todas as dificuldades do aumento do custo de produ\u00e7\u00e3o da atividade pecu\u00e1ria relacionados com os tributos da energia; o custo da m\u00e3o de obra e a nossa limita\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria da capacidade do Estado em fazer com que todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que eles tenham a condi\u00e7\u00e3o de permanecerem competitivos cheguem aos produtores rurais, em sua ampla maioria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: O que a sua Secretaria tem feito efetivamente para incentivar e ampliar a produ\u00e7\u00e3o de leite no Estado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> J\u00e1 t\u00ednhamos uma atividade cl\u00e1ssica de gera\u00e7\u00e3o de conhecimento e pesquisa agropecu\u00e1ria por meio da Epamig, que vem desenvolvendo alguns trabalhos importantes para a agropecu\u00e1ria leiteira, como por exemplo, a fazenda experimental em Get\u00falio Vargas que \u00e9 criador de Gir Leiteiro h\u00e1 mais de 50 anos, sendo um dos primeiros n\u00facleos de sele\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a e atualmente participa ativamente do programa de melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>Na parte de transfer\u00eancia de tecnologia temos o Minas Leite, na Emater-MG, que assiste mais de mil propriedades, naqueles mesmos princ\u00edpios de boas pr\u00e1ticas administrativas e gest\u00e3o. Mas a gente acha que isso ainda \u00e9 pouco, a Secretaria quer mais, e o querer mais \u00e9 o que nos motivou a desenhar esse programa que visa especialmente garantir e aumentar a competitividade dos nossos produtos. Queremos incentivar mais incisivamente o melhoramento gen\u00e9tico dos rebanhos, estamos fazendo um grande arranjo com os parceiros que j\u00e1 existem para que eles participem ainda mais dos programas de melhoramento. Queremos incentivar outras ra\u00e7as que n\u00e3o tem programa de melhoramento gen\u00e9tico para que criem, por exemplo, a pr\u00f3pria ra\u00e7a Holandesa; como estamos falando para o Jornal Holand\u00eas, e como geneticista que sou, e conhecendo os efeitos da intera\u00e7\u00e3o gen\u00f3tipo ambiente, \u00e9 uma grande l\u00e1stima importarmos mais de 90% do nosso material gen\u00e9tico dos pa\u00edses desenvolvidos temperados. A gente sabe que seguramente os melhores reprodutores, n\u00e3o s\u00e3o os melhores reprodutores no nosso sistema de reprodu\u00e7\u00e3o. H\u00e1 de se fazer muito mais pesquisa para incentivar fortemente que essas ra\u00e7as como, por exemplo, o Jersey e o Holand\u00eas tenham os seus programas de melhoramento delineados com teste de prog\u00eanie, para que possamos conhecer o desempenho desses reprodutores aqui no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: No ponto de vista de sua Secretaria, a crise econ\u00f4mica chegou ao agroneg\u00f3cio? E qual a pol\u00edtica est\u00e1 sendo adotada para evit\u00e1-la ou ameniz\u00e1-la?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> N\u00e3o podemos falar que o agroneg\u00f3cio \u00e9 uma ilha imune de todos os efeitos macroecon\u00f4micos, mas se tem um setor que \u00e9 capaz de reagir mais efetivamente \u00e0 crise e dar condi\u00e7\u00e3o ao Brasil de super\u00e1-la \u00e9 o agroneg\u00f3cio. Voc\u00ea pode ver pelos n\u00fameros dos empregos; ano passado o agroneg\u00f3cio foi o \u00fanico setor que ampliou o n\u00famero de vagas de carteira assinada. Embora por quest\u00f5es da crise e o valor das commodities a n\u00edvel internacional n\u00e3o terem reduzido, mesmo assim, em termos de volume, exportamos mais uma vez de maneira recorde e alcan\u00e7amos um super\u00e1vit extraordin\u00e1rio para a balan\u00e7a comercial mineira e brasileira. Acredito que somos o setor capaz de fazer o Estado e o Pa\u00eds superarem as dificuldades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: Quais as a\u00e7\u00f5es macro em que a sua Secretaria tem trabalhado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Quando assumi o Governo fiz uma profunda reestrutura na Secretaria. Criamos \u00e1reas e fun\u00e7\u00f5es que n\u00e3o existiam, primeiro estamos transcendendo, atravessando da porteira para fora: criamos uma superintend\u00eancia de agroind\u00fastria que ir\u00e1 dialogar tanto para o setor de insumos, quanto para o setor que beneficia o produto prim\u00e1rio do produtor rural; firmamos um termo de coopera\u00e7\u00e3o amplo com a Fiemg e com todas as nossas vinculadas para o fomento da agroindustrializa\u00e7\u00e3o. A gente sabe que \u00e9 um caminho sem volta de agrega\u00e7\u00e3o de valor para a cadeia agropecu\u00e1ria. N\u00f3s n\u00e3o podemos ficar restritos somente \u00e0 atividade dentro da porteira. Se eu quiser beneficiar o produtor rural, eu tenho que dialogar com o setor antes e depois da porteira. Numa linha muito clara, que atrairmos para Minas Gerais ind\u00fastrias que fazem insumos, macroeconomicamente ir\u00e1 aumentar a oferta e os valores do insumo ir\u00e3o cair. Se conseguirmos atrair para o Estado mais ind\u00fastrias que ir\u00e3o processar a produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, mais latic\u00ednios, a demanda pelo leite ir\u00e1 aumentar, assim como a concorr\u00eancia, e o produtor ser\u00e1 mais bem remunerado. O Governador do Estado nos proporcionou a oportunidade de dialogar amplamente com v\u00e1rios setores e Secretarias, estamos por dentro de tudo que vai acontecer no setor agroindustrial em Minas Gerais, todo mundo que quer vir para o Estado e onde est\u00e3o tendo os entraves para os investimentos e com isso conseguimos ajudar a destravar o processo.<\/p>\n<p>Paralelamente criamos uma assessoria internacional com vistas exatamente a prospectar mercado, abrir fronteiras, subsidiar aquilo que j\u00e1 \u00e9 feito de pol\u00edtica do Minist\u00e9rio da Agricultura, do Governo Federal e que a Secretaria da Agricultura estava alheia; estamos caminhando para abrir mais portas para os produtos de Minas Gerais. A gente sabe que o pre\u00e7o do produto \u00e9 regulado pelo mercado e o que temos de fazer \u00e9 dar condi\u00e7\u00f5es para que os nossos produtos acessem o maior mercado poss\u00edvel e mais uma vez quanto maior a demanda, maior a expectativa de pre\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: Como a sua Secretaria analisa os impostos no Estado de Minas Gerais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Temos que conversar detalhadamente sobre esse tema. Se pensarmos a n\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o no Brasil realmente \u00e9 muito grande, n\u00e3o tenho d\u00favida disso. Mas no ponto de vista de impostos estaduais a cadeia do leite \u00e9 praticamente exonerada em Minas Gerais. Por determina\u00e7\u00e3o do Governo, fomos incorporados num grupo de trabalho que est\u00e1 cuidando da regi\u00e3o da Zona da Mata, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com a desindustrializa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e a hip\u00f3tese \u00e9 que estar\u00edamos perdendo competitividade para as regi\u00f5es de fronteira, principalmente Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p>Mas, o que eu mais fiquei surpreso foi com os n\u00fameros apresentados pela Secretaria da Fazenda, no ponto de vista de ICMS, n\u00e3o temos uma sobrecarga no Estado. \u00c9 praticamente isento, as empresas t\u00eam cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios por conta de regimes especiais de tributa\u00e7\u00e3o, \u00e9 o setor que praticamente n\u00e3o arrecada ICMS para o Estado. Inclusive tenho que ressaltar que h\u00e1 um incentivo a produ\u00e7\u00e3o de leite, uma parte do ICMS que vem na nota do leite em Minas \u00e9 revertido ao produtor. 2,5% do valor do ICMS \u00e9 revertido para o produtor como incentivo a produ\u00e7\u00e3o. Muitas vezes ele n\u00e3o se d\u00e1 conta porque vai embutido no valor do leite.<\/p>\n<p>A nossa vontade enquanto Secretaria de Agricultura \u00e9 que esse incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite fosse destinado ao fomento da pecu\u00e1ria leiteira por meio de um financiamento dos programas que a gente pretende implantar, da mesma forma do programa Leite Saud\u00e1vel do Minist\u00e9rio da Agricultura onde um percentual de 5% do cr\u00e9dito monetizado do PIS E CONFINS \u00e9 revertido para a pecu\u00e1ria leiteira. A tese que eu defendo \u00e9 que os benef\u00edcios tribut\u00e1rios n\u00e3o podem ser restringidos apenas a uma parte da cadeia, exemplo somente ao setor industrial, ele tem que beneficiar toda a cadeia. A nossa tese \u00e9 que tem que chegar ao produtor rural. Utilizar esses cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios para fomentar a atividade do produtor por meio de transfer\u00eancia de tecnologia, programa de assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural mais individualizada, aonde ele tenha gest\u00e3o econ\u00f4mica e zootecnia do rebanho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: Como o Governo tem ajudado os m\u00e9dios e pequenos produtores de leite a se adaptarem \u00e0s novas normas de qualidade do leite que entrar\u00e3o em vigor em junho deste ano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> No ponto de vista p\u00fablico temos uma empresa de assist\u00eancia t\u00e9cnica e assist\u00eancia rural que \u00e9 a Emater-MG que est\u00e1 presente em mais de 90% dos munic\u00edpios de Estado e tem o papel de ajudar os produtores no conhecimento, de levar e transferir a tecnologia e informa\u00e7\u00f5es, especialmente no caso do produtor de leite. Temos dentro dela o programa Minas Leite que est\u00e1 sendo revisto no conceito do Minas Pecu\u00e1ria para ser um pouco mais agressivo, pois ainda assim estamos muito distantes da capacidade do universo de produtores que devir\u00edamos atender. O plano pretende ser mais incisivo nessa quest\u00e3o da melhoria da qualidade do leite, n\u00f3s temos os eixos transversais e algumas diretrizes tem\u00e1ticas, e uma delas \u00e9 a qualidade dos produtos agropecu\u00e1rios. Sabemos que as exig\u00eancias est\u00e3o aumentando, e \u00e9 preciso. A sobreviv\u00eancia da pecu\u00e1ria leiteira depende da exporta\u00e7\u00e3o dos produtos l\u00e1cteos, e n\u00f3s s\u00f3 vamos exportar se tivermos condi\u00e7\u00f5es de garantir que o nosso leite \u00e9 de \u00f3tima qualidade. \u00c9 um processo longo que vem caminhando. N\u00e3o podemos generalizar, temos regi\u00f5es onde a qualidade do leite \u00e9 altamente profissional que n\u00e3o tem problema nenhum com as normativas e exig\u00eancias, por outro lado temos uma parcela significativa de regi\u00f5es muito mais carentes de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: A sua Secretaria possui algum plano para combater a escassez e melhorar a qualidade da m\u00e3o de obra nas \u00e1reas rurais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Alguns estudos mostram a cont\u00ednua migra\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra da zona rural para as cidades e essa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente n\u00e3o s\u00f3 com o n\u00famero, mas com a qualifica\u00e7\u00e3o dela. Eu vou parafrasear o que o pai fala \u201ca gente tem uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande com a m\u00e3o de obra no campo, especialmente o retireiro, o tirador de leite, mas na an\u00e1lise dele, a gente n\u00e3o precisa se preocupar muito com isso, pois antes de acabarem os retireiros, v\u00e3o acabar os produtores de leite no ritmo que as coisas est\u00e3o. N\u00f3s temos \u00e9 que reverter o processo de extin\u00e7\u00e3o dos produtores de leite\u201d.<\/p>\n<p>Segundo os n\u00fameros oficiais a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante. No Senso de 2006 a estimativa era de um milh\u00e3o e quatrocentos mil propriedades rurais que estavam na atividade leiteira, h\u00e1 uns dois anos a Embrapa estimou em novecentos mil propriedades rurais na atividade leiteira, uma redu\u00e7\u00e3o de praticamente um ter\u00e7o em menos de 10 anos; o ritmo de sa\u00edda \u00e9 muito mais preocupante que m\u00e3o de obra. Embora estejamos em uma curva ascendente de produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil, ela cresce acima do consumo, por isso \u00e9 mais importante pensarmos em mercados internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: Quais os crit\u00e9rios que a sua Secretaria est\u00e1 adotando para apoiar as exposi\u00e7\u00f5es leiteiras no Estado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF<\/strong>: No ponto de vista Institucional a Secretaria est\u00e1 presente nas maiorias das principais exposi\u00e7\u00f5es, sempre colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o as nossas empresas p\u00fablicas no sentido de conhecimentos t\u00e9cnicos, palestras, organiza\u00e7\u00e3o de feiras do Pro-gen\u00e9ticas e Pr\u00f3-f\u00eameas. Temos vontade de fazer um programa de fomento \u00e0s exposi\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias. Estou conversando com o Secret\u00e1rio da Fazenda, pois imaginamos que as exposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o passando por um momento muito complicado, os custos para os criadores s\u00e3o elevados e o n\u00famero de neg\u00f3cios que havia dentro das exposi\u00e7\u00f5es diminuiu. Estamos pensando em uma forma de conectar as exposi\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias com os eventos da Secretaria dentro do Minas Pecu\u00e1ria e que foment\u00e1ssemos dentro delas eventos t\u00e9cnicos, cient\u00edficos, levando conhecimento ao produtor sobre os mais diversos assuntos. Estamos desenhando um edital para apoiar as exposi\u00e7\u00f5es agropecu\u00e1rias; estamos ainda construindo as ideias; mas o nosso objetivo \u00e9 que a feira ou exposi\u00e7\u00e3o apoiada pela Secretaria tenha o car\u00e1ter de ser disseminadora de conhecimento e de animais geneticamente superiores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: Quais s\u00e3o os incentivos oferecidos pelo Governo para viabilizar a Megaleite em Belo Horizonte?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> A Megaleite ser\u00e1 parte da nossa exposi\u00e7\u00e3o Estadual e provavelmente ser\u00e1 dividida em duas etapas: uma com \u00eanfase em gado de corte, equinos e zebu\u00ednos e a outra em fomento \u00e0 pecu\u00e1ria leiteira. H\u00e1 uma grande vontade do Governo em fazer o parque da Gameleira renascer. E \u00e9 nesse sentido que a Megaleite est\u00e1 vindo para comemorar os 20 anos da ra\u00e7a Girolando e para que seja mais um evento importante dentro do parque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: H\u00e1 muitos anos, fala-se em mudar de local o Parque de Exposi\u00e7\u00f5es da Gameleira, essa ideia ainda persiste?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Dependo de n\u00f3s, falo como Secret\u00e1rio da Agricultura e falo tamb\u00e9m pelo Secret\u00e1rio da Fazenda: nunca. Acreditamos que o Parque da Gameleira \u00e9 o ponto de encontro do rural com o urbano no cora\u00e7\u00e3o de Minas Gerais. Queremos que ele tenha mais eventos, para que toda a press\u00e3o que existia como uma \u00e1rea subutilizada, n\u00e3o exista mais. Acreditamos que tem um valor hist\u00f3rico e cultural que deve ser preservado. Neste momento, inclusive, os Amigos da Gameleira, que \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o que se organizou para defender o parque, est\u00e3o fazendo um projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 que ele tenha um restaurante excelente em que as fam\u00edlias de Belo Horizonte possam frequentar, um calend\u00e1rio mais recheado de eventos, como por exemplo o Comida de Buteco 2017, para ser seja realizado no parque. Queremos que haja um local muito bom para que as pessoas possam fazer os seus leil\u00f5es novamente, esperamos fazer um centro de eventos multiuso que tenha outras finalidades, como por exemplo mostra de produtos do interior de Minas, artesanato, os produtos da agricultura familiar. O nosso objetivo \u00e9 que haja dentro de Minas Gerais, no cora\u00e7\u00e3o da capital, um espa\u00e7o para essa interse\u00e7\u00e3o entre o urbano e rural. Da nossa parte, Gameleira para sempre!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JH: O que gostaria de deixar como legado?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JF:<\/strong> Eu gostaria de deixar uma marca. A primeira, a proximidade da Secretaria com o produtor rural. Eu enquanto produtor sentia que a Secretaria estava muito distante, eu nem conhecia quem era o Secret\u00e1rio, o que fazia e sentia uma desarticula\u00e7\u00e3o muito grande no sistema da agricultura. Cada um com uma vida pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O meu primeiro ano foi dedicado \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o com as empresas de agricultura, das vinculadas. Estamos trabalhando cada vez mais juntos e com isso esperamos levar ao produtor servi\u00e7os de melhor qualidade.<\/p>\n<p>Gostaria que a minha passagem fosse lembrada como um momento que o produtor rural teve mais espa\u00e7o dentro do Governo do Estado, que tiveram seus pleitos mais ouvidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MENSAGEM AOS ASSOCIADOS E CRIADORES DE HOLAND\u00caS<\/strong><\/p>\n<p>Tenho grandes amigos criadores de gado Holand\u00eas. Voc\u00eas que s\u00e3o abnegados de uma ra\u00e7a fant\u00e1stica, a maior produtora de leite do mundo e que lutam contra todas as dificuldades relacionadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es tropicais. Eu acho que temos uma oportunidade hist\u00f3rica com esse plano de fomento agropecu\u00e1rio que estamos fazendo para estabelecer um plano de melhoramento gen\u00e9tico para a ra\u00e7a Holandesa. Me incomoda muito, n\u00f3s importarmos mais de 90% do nosso material gen\u00e9tico dos pa\u00edses desenvolvidos seja Estados Unidos, Canad\u00e1 e Europa, e como geneticista que sou, eu imagino que os efeitos da intera\u00e7\u00e3o gen\u00f3tica ambiente s\u00e3o clar\u00edssimos. N\u00e3o temos como afirmar categoricamente que as avalia\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas feitas nos pa\u00edses desenvolvidos v\u00e3o ser reproduzidas nos nossos ambientes tropicais que s\u00e3o completamente diferentes e no cruzamento. Quero conclamar voc\u00eas criadores de gado Holand\u00eas a nos ajudarem a criar um programa de melhoramento para a ra\u00e7a de voc\u00eas. Com teste de prog\u00eanie para a ra\u00e7a de voc\u00eas. Conte comigo para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><em>\u00daLTIMAS NOT\u00cdCIAS<\/em><\/h3>\n<h3><strong>GERAR E AMPLIAR A RENDA DO PRODUTRO RURAL<\/strong><\/h3>\n<p><em>Governador lan\u00e7a o programa Minas Pecu\u00e1ria para colocar o Estado na lideran\u00e7a do setor no pa\u00eds<\/em><\/p>\n<p>O programa Minas Pecu\u00e1ria foi lan\u00e7ado m\u00eas passado e tem como objetivo o fortalecimento do setor nos 17 Territ\u00f3rios de Desenvolvimento do Estado at\u00e9 2018. Al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o da competitividade, o projeto visa promover a gera\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de renda do produtor rural, estabelecendo sistemas de produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1veis e proporcionando aos produtores rurais meios e condi\u00e7\u00f5es para apropriarem-se de tecnologias e de estrat\u00e9gias de gest\u00e3o do sistema de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante o evento, o Governador do Estado de Minas Gerais Fernando Pimentel ressaltou a necessidade de Minas Gerais melhorar a produtividade do setor leiteiro, na qual o Estado perde para outras unidades da federa\u00e7\u00e3o. Para isso, o governador defendeu a cria\u00e7\u00e3o de parcerias com entidades da \u00e1rea. \u201cSozinhos, a gente n\u00e3o vai a lugar nenhum. N\u00f3s estamos aqui, com todos os parceiros, para colocar em marcha um programa cujo resultado ir\u00e1, sem sombra de d\u00favidas, melhorar muito a produtividade do nosso setor leiteiro\u201d, afirmou Pimentel.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a m\u00e9dia mineira seja um pouquinho superior \u00e0 nacional, ela \u00e9 vergonhosamente mais baixa do que a do Rio Grande do Sul, por exemplo. Temos que equilibrar a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o no Estado como um todo. \u00c9 uma tarefa nossa e \u00e9 poss\u00edvel fazer se a gente contar com o apoio e o empenho das entidades parceiras. Tenho certeza que esse programa vai produzir excelentes resultados\u201d, completou.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o governador, \u00e9 preciso trabalhar para desenvolver o Estado. \u201cNo campo, a popula\u00e7\u00e3o precisa de apoio tamb\u00e9m, \u00e0s vezes n\u00e3o um apoio financeiro, mas assist\u00eancia t\u00e9cnica, um ve\u00edculo. \u00c9 com o esp\u00edrito de recuperarmos a pujan\u00e7a, a riqueza, a produ\u00e7\u00e3o em nosso Estado, que estamos lan\u00e7ando esse programa\u201d, finalizou. Ele aproveitou para ressaltar o trabalho desenvolvido pelo secret\u00e1rio Jo\u00e3o Cruz na Secretaria da Agricultura, mesmo num momento de dificuldades financeiras vivida pelo Estado, com quedas na produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e na arrecada\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Planejamento<\/strong><\/p>\n<p>Minas Gerais possui hoje o segundo maior rebanho do Brasil e a agropecu\u00e1ria representa 35% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Al\u00e9m disso, est\u00e1 em quinto lugar entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o com maior produtividade de leite do pa\u00eds. A inten\u00e7\u00e3o do programa, segundo secret\u00e1rio Jo\u00e3o Cruz, \u00e9 ampliar estes n\u00fameros.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio define como meta do Minas Pecu\u00e1ria a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia t\u00e9cnica em 8 mil propriedades de pecu\u00e1ria de leite. Cada propriedade assistida atua como refer\u00eancia t\u00e9cnica, influenciando, no m\u00ednimo, mais dez propriedades rurais no seu entorno. Portanto, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 atingir, neste per\u00edodo, mais de 80 mil propriedades de leite e corte.<\/p>\n<p>&#8220;A tecnologia \u00e9 o fator que mais interfere em renda. Ent\u00e3o, a \u00eanfase \u00e9 levar ao produtor a tecnologia por meio de programas de gest\u00e3o e transfer\u00eancia de tecnologia. S\u00e3o programas de assist\u00eancia t\u00e9cnica, continuada, passando por todas aquelas diretrizes que n\u00f3s apresentamos, no sentido de incorporar a tecnologia nas propriedades. E aquelas propriedades que forem unidades de refer\u00eancia v\u00e3o ser como multiplicadores para as vizinhas&#8221;, destacou.<\/p>\n<p>O programa est\u00e1 alicer\u00e7ado em nove diretrizes: assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural, pesquisa e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, gest\u00e3o da atividade, boas pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o, qualidade dos produtos, sanidade animal, melhoramento gen\u00e9tico, infraestrutura e log\u00edstica, pol\u00edticas setoriais e marcos regulat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Cada diretriz possui objetivos estrat\u00e9gicos e a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias que buscam atender as necessidades dos produtores rurais para que estabele\u00e7am um sistema de produ\u00e7\u00e3o eficiente do ponto de vista t\u00e9cnico, econ\u00f4mico e ambiental.<\/p>\n<p>Com a implanta\u00e7\u00e3o do programa, e em sintonia com todos os segmentos que comp\u00f5em a cadeia produtiva da bovinocultura, pretende-se garantir ao Estado de Minas o lugar de destaque na pecu\u00e1ria nacional, e em condi\u00e7\u00f5es de oferecer produtos de qualidade para atender \u00e0s demandas de mercados cada vez mais exigentes.<\/p>\n<p>O Minas Pecu\u00e1ria foi desenvolvido pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento e suas vinculadas \u2013 Emater, Epamig, IMA e Ruralminas \u2013 que formar\u00e3o o Grupo Coordenador. Para o desenvolvimento do programa, o Governo de Minas Gerais fez alian\u00e7as com diversas institui\u00e7\u00f5es, entre elas, os minist\u00e9rios da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) e do Desenvolvimento Agr\u00e1rio (MDA), Sistema Faemg, Fiemg, Fetaemg, Embrapa, Ocemg e Silemg.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>SECRET\u00c1RIO \u00c9 ELEITO POR UNANIMIDADE NO CONSEAGRI<\/strong><\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-1856 size-full\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0204.jpg\" alt=\"2016_03_0204\" width=\"600\" height=\"311\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0204.jpg 600w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/2016_03_0204-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>No m\u00eas passado, o Secret\u00e1rio de Estado de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento de Minas Gerais, Jo\u00e3o Cruz Reis Filho foi eleito por unanimidade como presidente do Conselho Nacional dos Secret\u00e1rios de Estado da Agricultura &#8211; Conseagri, para o mandato de um ano. O Conseagri \u00e9 uma unidade colegiada deliberativa que re\u00fane todos os secret\u00e1rios estaduais de Agricultura. Seu\u00a0objetivo \u00e9 unificar procedimentos adotados pelos estados e, junto ao governo federal, tratar de assuntos relacionados \u00e0s demandas do setor agropecu\u00e1rio e agr\u00e1rio do pa\u00eds.\u00a0 Jo\u00e3o Cruz comentou que o fato de ter sido eleito por unanimidade d\u00e1 mais legitimidade ao seu mandato, bem como real\u00e7a o bom momento da agropecu\u00e1ria em Minas. Uma de suas metas \u00e9 dar mais visibilidade ao Conseagri.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O objetivo \u00e9 que\u00a0seus pleitos sejam ouvidos&#8221;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1848,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-1845","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1845"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2235,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1845\/revisions\/2235"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1848"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}