{"id":3172,"date":"2016-10-18T01:19:29","date_gmt":"2016-10-18T01:19:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=3172"},"modified":"2016-10-18T01:19:59","modified_gmt":"2016-10-18T01:19:59","slug":"agua-vento-tempo-e-uma-vaca-e-tudo-o-que-voce-precisa-para-resfriar-seu-rebanho-leiteiro-no-verao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/artigo\/agua-vento-tempo-e-uma-vaca-e-tudo-o-que-voce-precisa-para-resfriar-seu-rebanho-leiteiro-no-verao\/2016\/10\/","title":{"rendered":"\u00c1gua, vento, tempo e uma vaca: \u00e9 tudo o que  voc\u00ea precisa para  resfriar seu rebanho leiteiro no ver\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>Israel Flamenbaum |\u00a0<\/strong><br \/>\n<em>Especialista no estudo do estresse t\u00e9rmico em vacas leiteiras, professor na Hebrew University of Jerusal\u00e9m, ministra cursos e treinamentos sobre o assunto em diversos pa\u00edses<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Foto Fazenda Figueiredo<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3173 size-full\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/2016-1081a.jpg\" alt=\"2016-1081a\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/2016-1081a.jpg 600w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/2016-1081a-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Durante minhas atividades de consultoria, visito muitas fazendas, especialmente aquelas localizadas em \u201cregi\u00f5es quentes\u201d do mundo. As visitas t\u00eam como foco os esfor\u00e7os para reduzir o impacto negativo do estresse t\u00e9rmico de ver\u00e3o na performance das vacas.<br \/>\nAlgumas fazendas que visito n\u00e3o disp\u00f5em de nenhum meio de resfriar suas vacas no ver\u00e3o e necessitam partir do in\u00edcio. O \u201cresfriamento de vacas\u201d \u00e9 um dos t\u00f3picos mais estudados nos \u00faltimos anos por pesquisadores de universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa em pa\u00edses quentes e publicados em artigos cient\u00edficos e populares. Com base nas informa\u00e7\u00f5es obtidas, ministros da agricultura e organiza\u00e7\u00f5es de fazendeiros publicaram livros e boletins de recomenda\u00e7\u00f5es, fornecendo instru\u00e7\u00f5es para uma adequada instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de sistemas de resfriamento para vacas no ver\u00e3o.<br \/>\nInfelizmente, apesar do extenso conhecimento publicado sobre o t\u00f3pico de resfriamento de vacas e o f\u00e1cil acesso de produtores \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, somente uma pequena parte das fazendas de gado leiteiro que visitei at\u00e9 hoje usam adequadamente seus sistemas de resfriamento e obt\u00eam os resultados esperados. O \u00edndice de \u201crela\u00e7\u00e3o ver\u00e3o-inverno\u201d tem sido usado h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada no setor leiteiro de Israel e \u00e9 uma boa ferramenta para avaliar a capacidade do gado leiteiro de lidar com sucesso com o estresse t\u00e9rmico.<br \/>\nOs dados publicados em Israel nos \u00faltimos anos indicam uma ampla varia\u00e7\u00e3o no \u00edndice em termos de produ\u00e7\u00e3o de leite e taxa de concep\u00e7\u00e3o, entre diferentes fazendas. Em m\u00e9dia, as fazendas leiteiras de Israel produziram 4% menos leite no ver\u00e3o (julho &#8211; setembro) de 2013, quando comparadas ao inverno (janeiro &#8211; mar\u00e7o). O grau da redu\u00e7\u00e3o foi superior a 20% em algumas das fazendas, enquanto que em outras n\u00e3o houve nenhuma redu\u00e7\u00e3o. No mesmo ano, a m\u00e9dia nacional da taxa de concep\u00e7\u00e3o no ver\u00e3o alcan\u00e7ou 26%, variando entre 5% em algumas fazendas leiteiras e 40% em outras.<br \/>\nO que faz a diferen\u00e7a entre fazendas de gado leiteiro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 performance das vacas no ver\u00e3o?<br \/>\n\u00c9 prov\u00e1vel que algumas das diferen\u00e7as se encontrem na localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e topogr\u00e1fica das fazendas leiteiras, no tipo de alojamento e na densidade de vacas no interior das constru\u00e7\u00f5es, bem como no tipo de alimenta\u00e7\u00e3o e na frequ\u00eancia com que esta \u00e9 distribu\u00edda \u00e0s vacas. Contudo, em minha opini\u00e3o, o fator que causa o maior impacto na performance das vacas no ver\u00e3o \u00e9 a \u201cqualidade do resfriamento\u201d.<br \/>\nRecentemente, me perguntei quais eram as caracter\u00edsticas do que chamamos \u201cqualidade de resfriamento\u201d, e a resposta que dei consiste nas quatro palavras presentes no t\u00edtulo deste artigo: \u00e1gua, vento, tempo e a vaca.<br \/>\nNeste artigo, gostaria de desenvolver cada um destes quatro fatores e sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade de resfriamento. Em minha experi\u00eancia, aprendi que somente uma aplica\u00e7\u00e3o completa e uma combina\u00e7\u00e3o correta de todos estes fatores permite alcan\u00e7ar um resfriamento adequado \u00e0s vacas no ver\u00e3o e alcan\u00e7ar os resultados produtivos e reprodutivos esperados, conforme mencionado acima.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua<\/strong><br \/>\nEm nosso caso, n\u00e3o \u00e9 somente a \u00e1gua para beber, embora esta quest\u00e3o seja de grande import\u00e2ncia para as vacas no ver\u00e3o. No m\u00ednimo 10 cm de \u00e1rea de bebedouro por vaca com \u00e1gua limpa e fresca s\u00e3o recomendados em regi\u00f5es quentes, para atender as necessidades das vacas, preferencialmente de forma bem distribu\u00edda ao longo do est\u00e1bulo.<br \/>\nA \u00e1gua neste caso \u00e9 aquela para o processo de resfriamento. A combina\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada \u00e9 a melhor forma de resfriar as vacas. A evapora\u00e7\u00e3o de \u00e1gua do corpo dos animais permite uma perda t\u00e9rmica cinco vezes maior do que aquela alcan\u00e7ada somente pela ventila\u00e7\u00e3o ou pela \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>Como molhamos as vacas adequadamente?<\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rios fatores influenciam a qualidade com a qual as vacas s\u00e3o molhadas, entre as quais o tamanho das gotas e a for\u00e7a com que penetram na superf\u00edcie do corpo das vacas, que dependem do tipo e da dist\u00e2ncia dos aspersores utilizados.<br \/>\nGotas muito pequenas podem n\u00e3o penetrar o pelo das vacas, impedindo o contato entre a \u00e1gua e a pele das vacas, afetando o resfriamento. At\u00e9 mesmo ventos laterais naturais soprando perpendicularmente \u00e0s gotas podem desviar a \u00e1gua para os lados, mantendo a vaca seca.<br \/>\nA frequ\u00eancia com que s\u00e3o molhadas tamb\u00e9m \u00e9 um fator importante. Estudos demonstram que a aspers\u00e3o de \u00e1gua combinada com ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada a cada 5 minutos resultam em um resfriamento m\u00e1ximo, enquanto que a aspers\u00e3o em intervalos maiores reduz a qualidade do resfriamento.<br \/>\nPortanto, a primeira condi\u00e7\u00e3o para que se atinja um bom resfriamento \u00e9 os animais serem molhados adequadamente.<\/p>\n<p>Vento<br \/>\nUma evapora\u00e7\u00e3o adequada da superf\u00edcie da vaca, especialmente em regi\u00f5es \u00famidas, requer a ventila\u00e7\u00e3o de alta intensidade das vacas. Neste ponto, novamente, a pesquisa nos deu um aux\u00edlio e descobriu que a ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada a uma velocidade de 3 metros por segundo, quando combinada com aspers\u00e3o de \u00e1gua a cada cinco minutos, poderia resultar em um resfriamento \u00f3timo.<br \/>\nMinha recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que todas as fazendas produtoras de leite tenham um anem\u00f4metro e posicionem os ventiladores na sala de espera, pista de alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e1rea de descanso de acordo com a velocidade do vento gerada pelos ventiladores. Ademais, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o dos ventiladores, os ventos laterais naturais podem ter um maior impacto na qualidade da ventila\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm minha experi\u00eancia, tais ventos podem diminuir a velocidade do vento gerado pelos ventiladores pela metade na pista de alimenta\u00e7\u00e3o, sala de espera ou \u00e1rea de descanso. Para evitar o impacto negativo destes ventos naturais no ver\u00e3o, recomenda-se bloque\u00e1-los atrav\u00e9s de cortinas ou paredes feitas de materiais mais s\u00f3lidos e que possam ser removidos no inverno.<\/p>\n<p>Tempo<br \/>\nO fator tempo \u00e9 muito importante para o sucesso do resfriamento das vacas. Refere-se ao total cumulativo de horas durante o dia para as vacas serem resfriadas no ver\u00e3o, bem como os intervalos entre as sess\u00f5es de resfriamento.<br \/>\nAs vacas de alta produtividade geram mais de 2.000 watts de calor e, para liber\u00e1-lo ao ambiente atrav\u00e9s do resfriamento, elas precisam ser intensamente resfriadas por um longo per\u00edodo durante o dia.<br \/>\nUm grande erro \u00e9 pensar que resfriar as vacas por alguns poucos minutos antes de cada sess\u00e3o de ordenha seja suficiente para resfri\u00e1-las. Com base em estudos recentes, sabemos que para dissipar a maior parte do calor gerado pelas vacas de alta produtividade durante o dia, \u00e9 necess\u00e1rio resfri\u00e1-las por 4 a 6 horas seguidas por dia, e pelo maior n\u00famero de vezes poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Qual a dura\u00e7\u00e3o \u00f3tima de cada sess\u00e3o de resfriamento?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma resposta exata e \u00e9 provavelmente diferente entre uma fazenda e outra e provavelmente depende das dist\u00e2ncias que as vacas precisam caminhar na ida e na volta da sala de ordenha e\/ou sala de resfriamento.<br \/>\nA exposi\u00e7\u00e3o das vacas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o solar direta em corredores sem sombra, bem como a densidade de vacas na \u00e1rea de resfriamento podem influenciar a qualidade de resfriamento e, portanto, a dura\u00e7\u00e3o \u00f3tima das sess\u00f5es de resfriamento.<br \/>\nEstudos realizados em Israel demonstram que sob condi\u00e7\u00f5es em que as vacas n\u00e3o necessitam caminhar longas dist\u00e2ncias ao sol, a dura\u00e7\u00e3o \u00f3tima de cada sess\u00e3o de resfriamento pode ser de 25 minutos, combinando ventila\u00e7\u00e3o for\u00e7ada cont\u00ednua e aspers\u00e3o de \u00e1gua por um curto per\u00edodo (30-40 segundos), a cada 5 minutos, quando o tratamento for fornecido 8 vezes por dia (a cada tr\u00eas horas, em m\u00e9dia, 200 minutos de resfriamento por dia).<br \/>\nIsto tamb\u00e9m vale para fazendas onde as vacas caminham longas dist\u00e2ncias para serem ordenhadas e\/ou resfriadas?<br \/>\nN\u00e3o sabemos ainda e atualmente estamos levantando estes dados em fazendas leiteiras de grande escala, localizadas em uma regi\u00e3o quente do norte do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Vaca<br \/>\nEste \u00e9 certamente o fator mais importante desta hist\u00f3ria.<br \/>\nTudo o que foi descrito at\u00e9 este momento teve como objetivo promover seu resfriamento adequado. Contudo, temos a certeza de que a vaca se encontra no local e na hora certa para receber o tratamento no qual investimos tanto?<br \/>\nA presen\u00e7a da vaca no local de resfriamento \u00e9, em minha opini\u00e3o, o fator mais importante, determinando a qualidade do resfriamento e a principal causa das diferen\u00e7as de respostas das vacas ao tratamento.<br \/>\nIsto \u00e9 especialmente verdadeiro naquelas fazendas em que as vacas s\u00e3o resfriadas na pista de alimenta\u00e7\u00e3o, de modo que o resfriamento ocorre sem que as vacas estejam presas, ou seja, sem garantia de que estejam presentes no local de resfriamento durante a opera\u00e7\u00e3o. Mesmo quando as vacas s\u00e3o presas na pista de alimenta\u00e7\u00e3o durante o resfriamento, a qualidade pode ser diferente entre as vacas situadas nas \u201c\u00e1reas\u201d com melhor ou pior cobertura de resfriamento, resultante da localiza\u00e7\u00e3o dos ventiladores ou aspersores em rela\u00e7\u00e3o a uma vaca espec\u00edfica.<br \/>\nO mesmo se aplica ao resfriamento na sala de espera ou sala de resfriamento especial, onde o grau de cobertura pode diferir de uma vaca para a outra na mesma sala, dependendo de onde a vaca est\u00e1.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<br \/>\nAt\u00e9 este ponto, conclui-se que h\u00e1 muitos fatores que podem afetar a qualidade de resfriamento e, portanto, a forma como a fazenda lida com o estresse t\u00e9rmico no ver\u00e3o. Fica claro que somente ao combinar uma opera\u00e7\u00e3o adequada simultaneamente com todos os fatores acima mencionados pode-se obter os resultados esperados e o retorno do investimento no sistema de resfriamento.<br \/>\nRecentemente, come\u00e7amos a usar uma tecnologia simples e barata para monitoramento de mudan\u00e7as diurnas na temperatura corporal das vacas, com uso de term\u00f4metros colocados em dispositivos intravaginais (CIDR). Recomendo o uso destes term\u00f4metros para avaliar a efic\u00e1cia do sistema de resfriamento e seu gerenciamento. Recomendo inserir pelo menos cinco dispositivos simultaneamente em um grupo de vacas (e 10 unidades seriam ainda melhor). As informa\u00e7\u00f5es obtidas nos dir\u00e3o se as vacas foram suficientemente resfriadas e, no caso de uma varia\u00e7\u00e3o muito grande entre as vacas, ser\u00e1 um sinal de que o tratamento n\u00e3o est\u00e1 uniforme e h\u00e1 espa\u00e7o para melhorias.<br \/>\nO estudo do custo-benef\u00edcio do sistema de resfriamento por meio de um programa que desenvolvi mostra que, quando o sistema d\u00e1 os resultados esperados, o investimento pode se pagar em menos de dois anos, propiciando um lucro consider\u00e1vel ao produtor, ap\u00f3s descontar todos os custos operacionais e despesas extras com alimenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para o aumento da produ\u00e7\u00e3o de leite no ver\u00e3o. Por outro lado, uma fazenda leiteira que investe muito dinheiro na instala\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o do sistema de resfriamento e que n\u00e3o obt\u00e9m os resultados esperados pode perder dinheiro devido \u00e0 queda na produ\u00e7\u00e3o e aos altos custos de opera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm conclus\u00e3o, \u00e9 importante resfriar as vacas no ver\u00e3o, mas \u00e9 necess\u00e1rio fazer isso adequadamente para a obten\u00e7\u00e3o de melhorias na produ\u00e7\u00e3o de leite e na fertilidade e, assim, obter benef\u00edcios econ\u00f4micos do processo.<br \/>\nFonte: Milkpoint<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Israel Flamenbaum |\u00a0 Especialista no estudo do estresse t\u00e9rmico em vacas leiteiras, professor na Hebrew University of Jerusal\u00e9m, ministra cursos e treinamentos sobre o assunto em diversos pa\u00edses<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3173,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-3172","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3172"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3175,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions\/3175"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}