{"id":3496,"date":"2017-01-19T00:00:37","date_gmt":"2017-01-19T00:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=3496"},"modified":"2017-02-15T10:44:46","modified_gmt":"2017-02-15T10:44:46","slug":"3496","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/economia\/3496\/2017\/01\/","title":{"rendered":"ANO NOVO, VIDA NOVA?"},"content":{"rendered":"<p><em>Especialistas fazem avalia\u00e7\u00e3o do mercado futuro<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>A vida do produtor de leite sempre foi rodeada pelas oscila\u00e7\u00f5es do mercado, pelos altos e baixos da economia e por muitos outros fatores que influenciam diretamente no custo final, por isso, vale sempre a dica, \u00e9 fundamental ter foco na gest\u00e3o. <\/em><br \/>\n<em>Especialistas que acompanham diariamente a movimenta\u00e7\u00e3o do mercado do leite falam sobre as expectativas para 2017. E fica aqui a pergunta: ser\u00e1 que o Ano novo, significar\u00e1 vida nova?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>EFICI\u00caNCIA SER\u00c1 O SEGREDO PARA O SUCESSO DA PECU\u00c1RIA \u00a0EM 2017\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>2017 ser\u00e1 um ano melhor para pecu\u00e1ria do que foi 2016. A afirmativa \u00e9 do Diretor Operacional da Asbia, M\u00e1rcio Nery. Segundo o executivo, o grande impulso para o setor ser\u00e1 a queda dos pre\u00e7os de milho e soja, tra\u00e7ando um cen\u00e1rio mais atrativo para o confinamento e melhorando a qualidade do produto final.<br \/>\n\u201cOs pre\u00e7os dos gr\u00e3os s\u00e3o fi\u00e9is dessa balan\u00e7a. Com uma redu\u00e7\u00e3o do valor, a pecu\u00e1ria intensiva ser\u00e1 estimulada, funcionando como uma grande mola para impulsionar uma s\u00e9rie de bons resultados em toda a cadeia, como a produ\u00e7\u00e3o de bezerros de melhor qualidade e maior rentabilidade para o produtor\u201d, justifica M\u00e1rcio Ney.<br \/>\nEm 2016, os confinadores enfrentaram dificuldades com o pre\u00e7o das ra\u00e7\u00f5es e o volume de animais terminados no cocho registrou queda maior que 20% em algumas regi\u00f5es. \u201cVimos tamb\u00e9m um grande n\u00famero de f\u00eameas abatidas, o que n\u00e3o deve acontecer em 2017\u201d, ressalta, acrescentando: \u201cO cen\u00e1rio do final do ano foi muito melhor em compara\u00e7\u00e3o com dezembro de 2015, sem d\u00favida nenhuma. E, em 2017, apesar das dificuldades, o cen\u00e1rio ser\u00e1 bem melhor para a pecu\u00e1ria de leite\u201d.<br \/>\nNo caso da atividade leiteira, outros pontos ainda influenciar\u00e3o no contexto otimista, como a reabertura do mercado chin\u00eas para o produto brasileiro e a redu\u00e7\u00e3o do estoque de leite em p\u00f3 estrangeiro.<br \/>\nA receita para o sucesso em 2017, segundo o diretor, \u00e9 ter foco na gest\u00e3o da propriedade e menos preocupa\u00e7\u00e3o com os pre\u00e7os do mercado. \u201cO produtor deve olhar para seu neg\u00f3cio, se atentar para os custos da porteira para dentro e buscar desenvolver uma pecu\u00e1ria mais eficiente, com maiores \u00edndices de produtividade\u201d, afirma, lembrando que os rankings com as melhores fazendas do pa\u00eds revelam que muitas conseguiram crescer em 2016, mesmo com os desafios e crise.<br \/>\nE para aumentar a efici\u00eancia, os investimentos em gen\u00e9tica devem continuar. \u201cA gen\u00e9tica exerce um papel fundamental na busca por essa produtividade que garante o lucro para o produtor. O custo \u00e9 muito baixo diante do resultado que se conquista. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para que fa\u00e7am corte em melhoramento. E temos confian\u00e7a que em 2017, as vendas de s\u00eamen ser\u00e3o ainda melhores\u201d, afirma Nery.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A RECUPERA\u00c7\u00c3O DOS PRE\u00c7OS SER\u00c1 IMPULSIONADA MAIS POR UMA QUEDA DA OFERTA DO QUE PELA MELHORA DA DEMANDA<\/strong><\/p>\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil \u2013 CNA divulgou o balan\u00e7o do agroneg\u00f3cio de 2016 e as perspectivas do setor para 2017 que revela as tend\u00eancias do mercado.<br \/>\nDiante de um cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o das margens, principalmente a partir de junho de 2016, o produtor sinaliza uma melhora nas condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e, por consequ\u00eancia, na oferta de elite para o inicio deste ano. Contribui para essa poss\u00edvel retomada de volume a possibilidade de os custos da atividade estarem mais amenos em 2017, principalmente em decorr\u00eancia das quedas esperadas nos pre\u00e7os do milho e do farelo de soja, dois importantes componentes de um dos maiores gargalos da pecu\u00e1ria leiteira, o gasto com alimenta\u00e7\u00e3o concentrada.<br \/>\nQuanto ao consumo no Brasil, a tend\u00eancia continua de retra\u00e7\u00e3o, principalmente por causa da economia desacelerada. Para esse ano, o relat\u00f3rio Focus (17-10-2016), prev\u00ea que o pa\u00eds crescer\u00e1 1,30% e a expectativa do c\u00e2mbio \u00e9 manter-se estabilizado em R$ 3,36. Com a moeda nacional nesse patamar e com pre\u00e7os internacionais dos produtos l\u00e1cteos a um valor m\u00e9dio de US$ 3.200 por tonelada, outro cen\u00e1rio que n\u00e3o deve ter relevantes altera\u00e7\u00f5es \u00e9 o da balan\u00e7a comercial. O atual quadro importador do mercado l\u00e1cteo nacional s\u00f3 ir\u00e1 amenizar se os pre\u00e7os pagos ao produtor estiverem abaixo de R$ 1,29\/litro. Acima desse valor, ainda ser\u00e1 mais atrativo as ind\u00fastrias importarem a mat\u00e9ria-prima, o que afetar\u00e1 o direcionamento da produ\u00e7\u00e3o ao longo de 2017.<br \/>\nDessa maneira, a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, tanto os valores ao produtor quanto as cota\u00e7\u00f5es dos produtores l\u00e1cteos, ser\u00e1 impulsionada mais por uma queda da oferta do que pela melhora da demanda. Estipular uma perspectiva de pre\u00e7os para 2017 \u00e9 desafiador, sobretudo no mercado brasileiro, em que os produtores n\u00e3o atuam na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e os consumidores fundamentam suas compras no costume, na renda e na praticidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O QUE O PRODUTOR DE LEITE PODE ESPERAR PARA O MERCADO DE 2017?<\/strong><\/p>\n<p>E quem nos responde essa pergunda e nos d\u00e1 dicas de como o produtor deve agir neste ano, \u00e9 o CEO, Marcelo Pereira de Carvalho, da MilkPoint.<br \/>\nO ano de 2017 tende a apresentar menor instabilidade no setor. Embora a remunera\u00e7\u00e3o do produtor tenha ca\u00eddo nos \u00faltimos meses, a rentabilidade no campo ainda \u00e9 melhor do que o final do ano de 2015\/in\u00edcio de 2016. Neste cen\u00e1rio, a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve apresentar desest\u00edmulo t\u00e3o forte como houve no primeiro semestre de 2016, quando houve retra\u00e7\u00e3o de 6,4% na capta\u00e7\u00e3o de leite.<br \/>\nEste fato pode ser apontado pelo indicador RMCR (Receita Menos Custo de Ra\u00e7\u00e3o), elaborado pelo MilkPoint Intelig\u00eancia que simula o quanto sobra da receita de uma vaca que produz 20 litros\/dia ap\u00f3s pagar o custo com a ra\u00e7\u00e3o. No final do ano de 2016, o produtor apresentou rentabilidade 22% superior ao mesmo per\u00edodo de 2015, com RMCR de R$20,1\/vaca\/dia em dezembro de 2016 contra uma RMCR R$16,5\/vaca\/dia no mesmo m\u00eas de 2015.<\/p>\n<p><strong>Gr\u00e1fico 1 \u2013 RMCR (Receita menos custo de ra\u00e7\u00e3o) \u2013 R$\/vaca\/dia<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3497 size-full\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2017_1_17.jpg\" alt=\"2017_1_17\" width=\"600\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2017_1_17.jpg 600w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/2017_1_17-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p><em>Fonte: MilkPoint Intelig\u00eancia<\/em><\/p>\n<p>Aliado a este cen\u00e1rio, h\u00e1 previs\u00e3o de queda nos custos de produ\u00e7\u00e3o. Dados futuros j\u00e1 apontam que os pre\u00e7os de soja e milho devem aliviar os custos com a alimenta\u00e7\u00e3o animal. Para o primeiro semestre de 2017, a expectativa do mercado futuro \u00e9 de pre\u00e7os 9,5% menores para a soja em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016. Para o milho, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais expressiva: hoje, as proje\u00e7\u00f5es indicam uma queda de 27,7% nos pre\u00e7os.<br \/>\nOutro ponto positivo \u00e9 que as importa\u00e7\u00f5es devem apresentar retrocesso em 2017, ap\u00f3s terem atingido n\u00edveis muito elevados em 2016. Como os pre\u00e7os internacionais de leite em p\u00f3 apresentaram alta expressiva no final de 2016, hoje a importa\u00e7\u00e3o tornou-se menos atrativa do que foi ao longo do ano passado.<\/p>\n<p><strong>Dicas de como o criador deve agir no ano que se inicia<\/strong><\/p>\n<p>Apesar das boas perspectivas que o cen\u00e1rio para 2017 aponta, tamb\u00e9m h\u00e1 alguns importantes pontos que podem mudar o panorama e, devido a isso, a regra para o produtor \u00e9 cautela.<br \/>\nDevido \u00e0s diversas instabilidades na esfera pol\u00edtica que temos hoje no Brasil e no mundo, o c\u00e2mbio pode trazer surpresas e afetar, principalmente, os pre\u00e7os de gr\u00e3os, o que influenciaria no custo da ra\u00e7\u00e3o (embora a tend\u00eancia apontada hoje seja de manuten\u00e7\u00e3o do atual patamar para 2017).<br \/>\nAl\u00e9m disso, a economia ainda n\u00e3o apresenta grandes perspectivas de melhora para esse ano (a atual proje\u00e7\u00e3o de crescimento do PIB \u00e9 de 0,5%, mas tal proje\u00e7\u00e3o vem se deteriorando ao longo dos \u00faltimos meses), o que traz um grande empecilho para uma retomada do crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite com maior intensidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2017 PODE SER UM ANO INCOMUM<\/strong><\/p>\n<p>A analista de mercado de leite do Cepea-Esalq, Juliana Haddad Tognon comenta que 2017 pode ser um ano incomum de acordo com o que j\u00e1 temos observado.<br \/>\nO mercado de leite em 2016 foi at\u00edpico para a produ\u00e7\u00e3o leiteira nacional, pois o Indicador do Leite Pago ao Produtor bateu recorde de pre\u00e7o, e o custo dos principais itens de produ\u00e7\u00e3o foram mais baixos que em 2015.<br \/>\nAinda, no per\u00edodo de safra 2016\/17, temos sentido junto com os agentes de mercado, que a capta\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem sido t\u00e3o alta como de costume. Puxada pelos estados do Sul, onde a capta\u00e7\u00e3o foi menor que outubro, a queda de pre\u00e7o foi menor do que prev\u00edamos. No Sul, principalmente, RS, o fen\u00f4meno observado para queda de capta\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de chuva.<br \/>\nPensando no curto e m\u00e9dio prazo, o indicador do Leite Pago ao Produtor deve ser estabilizado e apresentar alta antes do previsto; a capta\u00e7\u00e3o menor que a esperada para per\u00edodo de safra e, apresentar impacto no processamento, oferta e pre\u00e7os dos derivados l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>UM ANO DE CAUTELA PARA TODOS OS ELOS DO SETOR DO LEITE<\/strong><\/p>\n<p>Para 2017, a expectativa \u00e9 de mercado mais ofertado que em 2015 e 2016, por\u00e9m, sem excesso de produ\u00e7\u00e3o, revela o relat\u00f3rio divulgado pela Scot Consultoria. A expectativa \u00e9 que a demanda interna tenha uma melhora gradual e isso \u00e9 favor\u00e1vel para a cota\u00e7\u00e3o do leite aos produtores.<br \/>\nCom rela\u00e7\u00e3o aos custos de produ\u00e7\u00e3o, a expectativa \u00e9 de produ\u00e7\u00e3o maior de milho na temporada atual e patamares mais baixos de pre\u00e7os. O insumo foi o grande vil\u00e3o em 2016.<br \/>\nO d\u00f3lar em alta, por\u00e9m, \u00e9 um fator de aten\u00e7\u00e3o para os produtos importados ou que tem os pre\u00e7os atrelados ao mercado internacional, como o farelo de soja e fertilizantes, por exemplo.<br \/>\nPor fim, planejamento, gest\u00e3o e estrat\u00e9gias de compras de insumos s\u00e3o essenciais, em especial em anos de incertezas.<br \/>\nA previs\u00e3o \u00e9 de um quadro um pouco melhor para a atividade leiteira em 2017, com recupera\u00e7\u00e3o (ligeira) da margem para o produtor, por\u00e9m, um ano que exigir\u00e1 cautela de todos os elos do setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>LEIA MAIS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/2017\/01\/19\/cenarios-e-perspectivas-2017\/\" target=\"_blank\">Publica\u00e7\u00e3o traz cen\u00e1rios e perspectivas para 2017<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas fazem avalia\u00e7\u00e3o do mercado futuro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3500,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-3496","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3496","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3496"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3496\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3506,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3496\/revisions\/3506"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3500"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3496"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3496"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3496"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}