{"id":5303,"date":"2018-04-16T04:16:56","date_gmt":"2018-04-16T04:16:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=5303"},"modified":"2018-05-07T17:46:49","modified_gmt":"2018-05-07T17:46:49","slug":"tuberculose-na-mira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/noticias\/tuberculose-na-mira\/2018\/04\/","title":{"rendered":"TUBERCULOSE NA MIRA"},"content":{"rendered":"<p><em>O controle evita a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no rebanho e a infec\u00e7\u00e3o nos seres humanos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Voc\u00ea sabia que a Tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a que afeta tanto os seres humanos, quanto os bovinos?<br \/>\nCom o segundo maior rebanho de bovinos do Brasil, somando cerca de 23,9 milh\u00f5es de animais, Minas Gerais desenvolve, por meio do Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA), o Programa de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o da Tuberculose (PNCEBT) em bovinos e bubalinos, com a\u00e7\u00f5es que visam evitar a prolifera\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a nesses animais, para a qual n\u00e3o h\u00e1 tratamento e que exige o abate sanit\u00e1rio dos mesmos. Em parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) o Instituto realizou estudo epidemiol\u00f3gico para identificar o status de tuberculose bovina em Minas. Foram feitos exames em 31.832 bovinos de 2.182 propriedades rurais em todo o estado, revelando a preval\u00eancia da tuberculose bovina em 4,25% das propriedades rurais e em 0,56% dos animais testados.<br \/>\n\u201cEsse resultado categoriza o Estado em risco m\u00e9dio para a doen\u00e7a nos rebanhos de Minas, mesmo com as medidas de controle empregadas em conjunto com o Mapa desde a cria\u00e7\u00e3o do PNCEBT em 2001. \u00c9 importante ressaltar que uma das formas mais eficazes de evitar o cont\u00e1gio do plantel \u00e9 que o produtor exija o atestado negativo para a doen\u00e7a no momento da aquisi\u00e7\u00e3o dos animais\u201d, explica Luciana Faria de Oliveira, m\u00e9dica veterin\u00e1ria do IMA e coordenadora do Programa.<\/p>\n<p><strong>Produtos inspecionados<\/strong><br \/>\nO estado conta com cerca de 650 m\u00e9dicos veterin\u00e1rios habilitados para atuar em todo o territ\u00f3rio mineiro realizando os exames de tuberculose nos bovinos e bubalinos. A partir da detec\u00e7\u00e3o de um resultado positivo, este profissional emitir\u00e1 o atestado sanit\u00e1rio indicando que o animal est\u00e1 infectado, far\u00e1 a notifica\u00e7\u00e3o do resultado ao produtor e ao IMA, para que a propriedade seja acompanhada pelo Instituto at\u00e9 o encaminhamento do animal doente para abate sanit\u00e1rio\u201d, ressalta.<br \/>\nLuciana Oliveira explica que nos rebanhos a dissemina\u00e7\u00e3o da tuberculose bovina acontece pelo contato entre os animais e que a transmiss\u00e3o ao ser humano se d\u00e1 pelo contato direto do homem com animal doente ou pelo consumo de produtos de origem animal contaminados. A veterin\u00e1ria frisa que a tuberculose bovina \u00e9 uma doen\u00e7a que causa preju\u00edzos para os produtores, consumidores e que possui impacto na sa\u00fade p\u00fablica, por ser uma zoonose. \u201cPortanto, a participa\u00e7\u00e3o dos produtores \u00e9 fundamental nas atividades de controle da doen\u00e7a por exemplo, ao exigirem exames negativos para tuberculose antes de introduzirem novos animais no rebanho. Os consumidores, por sua vez, dever\u00e3o conscientizar-se para adquirir produtos de origem animal dando prefer\u00eancia para \u00e0queles com a chancela dos servi\u00e7os de inspe\u00e7\u00e3o, a exemplo do selo do IMA. Com o produtor parceiro, aliado ao trabalho dos fiscais agropecu\u00e1rios do IMA e dos m\u00e9dicos veterin\u00e1rios habilitados para realiza\u00e7\u00e3o de exames, acreditamos na evolu\u00e7\u00e3o do Programa para a fase de erradica\u00e7\u00e3o em um futuro pr\u00f3ximo\u201d, diz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5304\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2018-04-52.jpg\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2018-04-52.jpg 1000w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2018-04-52-300x160.jpg 300w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/2018-04-52-768x409.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/p>\n<p><strong>QUAIS AS VIAS DE TRANSMISS\u00c3O MAIS IMPORTANTES DA TUBERCULOSE BOVINA?<\/strong><br \/>\nPrincipalmente pelo ar (via respirat\u00f3ria), de um animal doente para outro sadio, por meio da inala\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is contaminados. A doen\u00e7a propaga-se independente de sexo, ra\u00e7a e idade.<\/p>\n<p><strong>QUAIS S\u00c3O OS SINTOMAS DOS ANIMAIS?<\/strong><br \/>\nPor ser uma doen\u00e7a cr\u00f4nica, cujos sintomas podem demorar a aparecer,<br \/>\nda mesma forma que a brucelose, a maioria dos animais n\u00e3o apresentam sintomas e a dissemina\u00e7\u00e3o ocorre antes mesmo do aparecimento dos sinais cl\u00ednicos. Em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados, emagrecimento, falta de ar, tosse, mamite e infertilidade s\u00e3o alguns sinais evidenciados.<br \/>\nAlgumas les\u00f5es internas na carca\u00e7a podem ser identificadas durante o abate do animal.<\/p>\n<p><strong>COMO PREVENIR A TUBERCULOSE BOVINA?<\/strong><br \/>\nAdquirir somente animais provenientes de propriedades certificadas como livres da doen\u00e7a, ou que apresentam dois resultados negativos aos testes de diagn\u00f3sticos com intervalo de 60 a 90 dias entre os testes.<\/p>\n<p><strong>QUAIS TESTES PODEM SER FEITOS PELO M\u00c9DICO VETERIN\u00c1RIO HABILITADO?<\/strong><br \/>\nOs testes al\u00e9rgicos: cervical simples (TCS), cervical comparativo (TCC) e da prega caudal (TPC). O TPC s\u00f3 pode ser realizado em gado de corte.<\/p>\n<p><strong>PORQUE O TCC \u00c9 O MAIS USADO?<\/strong><br \/>\nPor ser mais espec\u00edfico, elimina a necessidade de repeti\u00e7\u00e3o do exame em caso de diagn\u00f3stico positivo.<\/p>\n<p><strong>QUAIS ANIMAIS DEVEM SER TESTADOS?<\/strong><br \/>\nTodos os bovinos e bubalinos, machos e f\u00eameas, com idade igual ou acima de 6 semanas de idade.<\/p>\n<p><strong>QUER CERTIFICAR SUA PROPRIEDADE COMO LIVRE OU MONITORADA PARA BRUCELOSE E TUBERCULOSE?<\/strong><br \/>\nA certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria!<\/p>\n<p><strong>COMO INICIAR O PROCESSO?<\/strong><br \/>\n\u00c9 preciso primeiramente ter um m\u00e9dico veterin\u00e1rio habilitado (MVH) junto ao MAPA que se responsabilizar\u00e1 pelo saneamento da propriedade.<\/p>\n<p><strong>ONDE INICIAR O PROCESSO?<\/strong><br \/>\nSolicitar formalmente junto ao escrit\u00f3rio do IMA, onde a propriedade se encontra cadastrada.<\/p>\n<p><strong>QUAIS OS PASSOS INDISPENS\u00c1VEIS NO PROCESSO DE CERTIFICA\u00c7\u00c3O?<\/strong><br \/>\n1- Possuir m\u00e9dico veterin\u00e1rio habilitado (MVH) respons\u00e1vel pelo rebanho;<br \/>\n2 &#8211; Utilizar sistema de identifica\u00e7\u00e3o individual dos animais;<br \/>\n3 &#8211; Vacinar todas as bezerras entre tr\u00eas e oito meses de idade com B19;<br \/>\n4 &#8211; Submeter todos os animais indicados pelo MAPA a testes peri\u00f3dicos para diagn\u00f3stico de tuberculose;<br \/>\n5) Obter tr\u00eas testes de rebanho NEGATIVOS CONSECUTIVOS (para certifica\u00e7\u00e3o de LIVRE).<\/p>\n<p><strong>IMPORTANTE<\/strong><br \/>\n1) No terceiro teste negativo do rebanho, os testes de tuberculose e a colheita de sangue, dever\u00e3o ser acompanhados por m\u00e9dico veterin\u00e1rio oficial e o teste de brucelose ser\u00e1 realizado obrigatoriamente em laborat\u00f3rio oficial credenciado.<br \/>\n2) Qualquer resultado positivo para brucelose ou tuberculose deve ser imediatamente comunicado ao escrit\u00f3rio do IMA pelo MVH.<br \/>\n3) Os animais positivos dever\u00e3o ser marcados com P no lado direito da face pelo MVH e eliminados com a supervis\u00e3o do servi\u00e7o oficial.<br \/>\n4) A renova\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 anual, mediante apresenta\u00e7\u00e3o de resultados negativos.<\/p>\n<p><strong>QUAL O TEMPO M\u00cdNIMO PARA UMA PROPRIEDADE OBTER O CERTIFICADO DE LIVRE?<\/strong><br \/>\n\u00c9 de 270 dias, ou seja, 9 meses aproximadamente.<\/p>\n<p><strong>ONDE A CERTIFICA\u00c7\u00c3O TEM VALIDADE?<\/strong><br \/>\nEm todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p><strong>A CERTIFICA\u00c7\u00c3O TEM PRAZO DE VALIDADE?<\/strong><br \/>\nSim, de 12 (doze) meses, portanto, \u00e9 necess\u00e1ria a revalida\u00e7\u00e3o anual.<\/p>\n<p><strong>QUEM EMITE O DOCUMENTO DE ESTABELECIMENTO CERTIFICADO?<\/strong><br \/>\n\u00c9 o MAPA, juntamente com o servi\u00e7o oficial de defesa sanit\u00e1ria animal do estado (IMA).<\/p>\n<p><strong>O REBANHO PODE SER CERTIFICADO COMO LIVRE PARA BRUCELOSE OU PARA TUBERCULOSE SEPARADAMENTE?<\/strong><br \/>\nSim. O certificado poder\u00e1 ser emitido separadamente para cada enfermidade. Por\u00e9m, o saneamento dever\u00e1 ser feito, obrigatoriamente para ambas as doen\u00e7as, at\u00e9 que se alcance a certifica\u00e7\u00e3o de estabelecimento de cria\u00e7\u00e3o livre para brucelose e tuberculose.<\/p>\n<p><strong>PODE-SE PERDER A CERTIFICA\u00c7\u00c3O DE LIVRE?<\/strong><br \/>\nSim. Na eventualidade do diagn\u00f3stico positivo de animal durante os testes anuais para renova\u00e7\u00e3o ou confirma\u00e7\u00e3o de uma suspeita cl\u00ednica, determina-se a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do certificado.<\/p>\n<p><strong>O QUE FAZER PARA RETORNAR A CONDI\u00c7\u00c3O DE LIVRE?<\/strong><br \/>\nObter 2 (dois) testes de rebanho negativos, respeitando-se os intervalos estabelecidos pelo MAPA.<\/p>\n<p><strong>O QUE SE DEVE FAZER COM OS ANIMAIS POSITIVOS AOS TESTES DE EXAMES DE BRUCELOSE E TUBERCULOSE?<\/strong><br \/>\n&#8211; Devem ser marcados com a letra \u201cP\u201d no lado direito da face pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio habilitado pelo PNCEBT;<br \/>\n&#8211; Serem isolados do restante do rebanho e afastados da produ\u00e7\u00e3o leiteira;<br \/>\n&#8211; Devem ser abatidos em estabelecimentos sob a inspe\u00e7\u00e3o oficial ou sacrificados na propriedade, no prazo de 30 dias, sob o acompanhamento do servi\u00e7o de defesa oficial.<\/p>\n<p><strong>IMPORTANTE<\/strong>:<br \/>\nEsses animais podem sair da propriedade apenas para o abate em frigor\u00edfico, com autoriza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o oficial atrav\u00e9s da emiss\u00e3o de GTA constando \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de positivos.<\/p>\n<p><strong>O LEITE DAS F\u00caMEAS POSITIVAS PODE SER APROVEITADO?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o. O leite n\u00e3o poder\u00e1 ser usado nem para consumo humano, nem para alimenta\u00e7\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie animal.<\/p>\n<p><strong>QUAIS AS VANTAGENS IMEDIATAS RELACIONADAS COM CERTIFICA\u00c7\u00c3O DE PROPRIEDADE LIVRE DE BRUCELOSE E TUBERCULOSE?<\/strong><br \/>\nAnimais procedentes de estabelecimento de cria\u00e7\u00e3o livre de brucelose e tuberculose est\u00e3o dispensados dos testes para essas enfermidades em caso de participa\u00e7\u00e3o em exposi\u00e7\u00f5es, feiras, leil\u00f5es e outras aglomera\u00e7\u00f5es de animais e de tr\u00e2nsito interestadual de animais destinados \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>QUAIS OS BENEF\u00cdCIOS ECON\u00d4MICOS E SOCIAIS RELACIONADOS COM CERTIFICA\u00c7\u00c3O DE PROPRIEDADE LIVRE DE BRUCELOSE E TUBERCULOSE?<\/strong><br \/>\n&#8211; Diminui\u00e7\u00e3o das perdas para a pecu\u00e1ria.<br \/>\n&#8211; Diminui\u00e7\u00e3o dos riscos de transmiss\u00e3o para o homem principalmente para aqueles mais expostos ao risco &#8211; t\u00e9cnicos de laborat\u00f3rio, indiv\u00edduos que lidam com animais doentes e, ainda, idosos, crian\u00e7as e doentes imunodeprimidos que s\u00e3o mais suscet\u00edveis.<br \/>\n&#8211; Aumento da oferta de produtos pecu\u00e1rios in natura para exporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&#8211; Utiliza\u00e7\u00e3o de marcas distintivas, de origem e qualidade, que confiram credibilidade nacional e internacional e, sobretudo, sejam capazes de diferenciar os produtos como leite, de outro, semelhante, mas n\u00e3o CERTIFICADO.<\/p>\n<p><em>Mais informa\u00e7\u00f5es: www.agricultura.gov.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O controle evita a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no rebanho e a infec\u00e7\u00e3o nos seres humanos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5304,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,12],"tags":[],"class_list":["post-5303","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5303","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5303"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5303\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5343,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5303\/revisions\/5343"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5303"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5303"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5303"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}