{"id":6756,"date":"2019-04-16T12:44:02","date_gmt":"2019-04-16T12:44:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=6756"},"modified":"2020-03-16T13:07:29","modified_gmt":"2020-03-16T13:07:29","slug":"fazendo-o-simples-e-bem-feito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/economia\/fazendo-o-simples-e-bem-feito\/2019\/04\/","title":{"rendered":"O SIMPLES E BEM FEITO"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O correto manejo sanit\u00e1rio garante a redu\u00e7\u00e3o de perdas e mais qualidade <\/em><\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o manejo sanit\u00e1rio de bovinos de leite\nseja de suma import\u00e2ncia para a pecu\u00e1ria leiteira. A atividade \u00e9 rent\u00e1vel e com\n\u00f3timas oportunidades de retornos, embora n\u00e3o seja uma tarefa f\u00e1cil, devido \u00e0\ncomplexidade da atividade. As margens est\u00e3o mais apertadas e os consumidores\ncada vez mais exigentes quanto a seguran\u00e7a do produto oferecido. Nesse sentido,\n\u00e9 necess\u00e1ria maior efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o. Tanto para a redu\u00e7\u00e3o das perdas\nquanto para garantia da produ\u00e7\u00e3o de um produto seguro e saud\u00e1vel aos\nconsumidores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6761\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-03.jpg 800w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-03-300x225.jpg 300w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-03-768x576.jpg 768w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/2019-04-03-135x100.jpg 135w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Sendo assim, o correto manejo sanit\u00e1rio \u00e9 um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou neglig\u00eancias com esses manejos. Dentre as diversas ocorr\u00eancias em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente s\u00e3o problemas reprodutivos, casco e mastite. Estes s\u00e3o citadas como principais causas de descarte involunt\u00e1rio dentro do sistema de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-medium-font-size has-luminous-vivid-amber-background-color\"><strong>Import\u00e2ncia do manejo nutricional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que garantir um correto manejo nutricional e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas caracter\u00edsticas. Um correto manejo sanit\u00e1rio tamb\u00e9m poder\u00e1 atuar na preven\u00e7\u00e3o de todas essas. N\u00e3o \u00e9 preciso nenhuma mudan\u00e7a complexa ou dr\u00e1stica na propriedade, apenas ter foco em premissas b\u00e1sicas. Pense bem!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-medium-font-size has-luminous-vivid-amber-background-color\"><strong>Lacta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p> Para que a vaca inicie uma lacta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria uma gesta\u00e7\u00e3o seguida de parto. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m \u00e9 importante ressaltar que o momento de maior efici\u00eancia de uma vaca leiteira para produzir leite \u00e9 no in\u00edcio da lacta\u00e7\u00e3o. Logo a \u00fanica forma de fazer com que a vaca permane\u00e7a mais tempo nesse per\u00edodo durante toda a sua vida produtiva \u00e9 reduzindo o intervalo entre seus partos. Situa\u00e7\u00f5es como repeti\u00e7\u00e3o de cio, abortos ou absor\u00e7\u00e3o embrion\u00e1ria causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes est\u00e3o relacionadas a doen\u00e7as como Brucelose, Leptospirose, IBR, BVD e outras. Portanto, a implementa\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio sanit\u00e1rio, identifica\u00e7\u00e3o dos animais doentes e ado\u00e7\u00e3o de medidas corretas para cada caso s\u00e3o atitudes essenciais a fim de garantir m\u00e1xima efici\u00eancia reprodutiva e econ\u00f4mica para o sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-medium-font-size has-luminous-vivid-amber-background-color\"><strong>Manejo sanit\u00e1rio de bovinos de leite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de gargalo dentro de rebanhos leiteiros s\u00e3o as grandes perdas em consequ\u00eancia a les\u00f5es podais. O conhecimento dos fatores de risco \u00e9 fundamental para dar os pr\u00f3ximos passos a fim de atuar em rela\u00e7\u00e3o a eles e reduzir as perdas. Os custos est\u00e3o relacionados a menor produ\u00e7\u00e3o de leite, tratamento dos animais, maior incid\u00eancia de outras doen\u00e7as como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes \u00e9 um somat\u00f3rio de todos estes. Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo ser\u00e1 alcan\u00e7ado. Mais uma vez, medidas simples, por\u00e9m essenciais podem mudar essa realidade. Boa ambi\u00eancia, casqueamento preventivo, correta utiliza\u00e7\u00e3o do pedil\u00favio de acordo com as caracter\u00edsticas das les\u00f5es presentes em cada propriedade, identifica\u00e7\u00e3o dos animais com claudica\u00e7\u00e3o e a correta atua\u00e7\u00e3o e tratamento para cada um.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-medium-font-size has-luminous-vivid-amber-background-color\"><strong>Impactos econ\u00f4micos da mastite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, mas n\u00e3o de menor import\u00e2ncia, outra fonte de\nredu\u00e7\u00e3o na lucratividade do sistema leiteiro \u00e9 a mastite. \u201cA mastite continua\nsendo a doen\u00e7a com maior impacto econ\u00f4micosobre a bovinocultura leiteira e gera\nperdas em todas as etapas da cadeia produtiva. \u201d Afirma\u00e7\u00f5es como essas s\u00e3o\nextremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados \u00e0 mastite podem\nser divididos em: redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de leite, uso de medicamentos para\ntratamento da doen\u00e7a, leite descartado, servi\u00e7os veterin\u00e1rios, trabalho extra,\nredu\u00e7\u00e3o da qualidade do leite e descarte prematuro da vaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao avaliar cada item citado acima sem d\u00favidas, a forma mais\neficiente de atua\u00e7\u00e3o em todos estes, \u00e9 atrav\u00e9s da preven\u00e7\u00e3o de um novo caso. Certamente,\n\u00e9 um grande desafio, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas quanto a isso. Entretanto, como todo grande\ndesafio, precisa-se de boas estrat\u00e9gias e execu\u00e7\u00f5es desses planejamentos para\nconseguir melhores resultados e at\u00e9 mesmo excel\u00eancia no alcance das metas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-background has-medium-font-size has-luminous-vivid-amber-background-color\"><strong>Principais fatores de risco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os principais fatores de risco est\u00e3o: o primeiro m\u00eas\nde lacta\u00e7\u00e3o, alta contagem de c\u00e9lulas som\u00e1ticas, esta\u00e7\u00e3o chuvosa e hist\u00f3rico de\ncasos de mastite cl\u00ednica. Portanto, \u00e9 necess\u00e1rio o conhecimento desses fatores\npara implementa\u00e7\u00e3o de um programa de controle eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso parar de negligenciar o b\u00e1sico, fazer o simples\nbem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benef\u00edcios\nproporcionados pela pecu\u00e1ria leiteira. Com foco no manejo sanit\u00e1rio de bovinos\nde leite e na sa\u00fade do rebanho e certamente as vacas retribu\u00edram com mais\nleite, consequentemente maior efici\u00eancia do sistema e maior lucratividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nenhuma das tr\u00eas abordagens foram citados manejos\ncomplexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos s\u00e3o essenciais para o\nsucesso da atividade. Por que n\u00e3o realizar? N\u00e3o h\u00e1 nenhuma justificativa para\nn\u00e3o fazer.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\"><em>Fonte: Rehagro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O correto manejo sanit\u00e1rio garante a redu\u00e7\u00e3o de perdas e mais qualidade<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6761,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-6756","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6756"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6756\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7660,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6756\/revisions\/7660"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}