{"id":9069,"date":"2021-08-27T13:44:45","date_gmt":"2021-08-27T13:44:45","guid":{"rendered":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/?p=9069"},"modified":"2022-01-27T14:55:13","modified_gmt":"2022-01-27T14:55:13","slug":"atencao-especial-a-respiracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/noticias\/atencao-especial-a-respiracao\/2021\/08\/","title":{"rendered":"ATEN\u00c7\u00c3O \u00c0 RESPIRA\u00c7\u00c3O DOS ANIMAIS"},"content":{"rendered":"\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Doen\u00e7as respirat\u00f3rias afetam rebanhos do mundo inteiro e possuem um impacto negativo principalmente na fase de cria de bezerros<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O maior rebanho bovino do mundo em 2020 foi o brasileiro,\nrepresentando 14,3% do rebanho mundial, com 217 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, seguido\npela \u00cdndia com 190 milh\u00f5es de cabe\u00e7as, e, o rebanho brasileiro tamb\u00e9m foi\nconsiderado o maior exportador mundial (GUARALDO, 2021), sendo assim, a\npecu\u00e1ria tem um papel fundamental para a economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante manter a sanidade do rebanho para que os\nanimais inseridos nessa cadeia produtiva se mantenham saud\u00e1veis a fim de evitar\npreju\u00edzos para o produtor com tratamentos, queda na produ\u00e7\u00e3o e descarte dos\nanimais.<\/p>\n\n\n\n<p>As doen\u00e7as respirat\u00f3rias afetam bovinos no mundo inteiro,\nindependente do modelo de produ\u00e7\u00e3o (confinado ou a pasto), e possuem um impacto\nnegativo principalmente na fase de cria de bezerros, acarretando em preju\u00edzos\nextensos, direta e indiretamente quando levam um animal a \u00f3bito ou retardam seu\ndesenvolvimento. Portanto, o manejo preventivo \u00e9 a forma mais eficiente de\ndiminuir a incid\u00eancia e a gravidade de problemas respirat\u00f3rios em um rebanho.<\/p>\n\n\n\n<p>A origem dos problemas respirat\u00f3rios est\u00e1 associada a um\ndesequil\u00edbrio na tr\u00edade dos tr\u00eas princ\u00edpios b\u00e1sicos da infec\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Microrganismo;<\/p>\n\n\n\n<p>Animal;<\/p>\n\n\n\n<p>Ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Havendo a presen\u00e7a de um ou mais microrganismos patog\u00eanicos,\nassociados a uma defici\u00eancia da imunidade do animal e a fatores ambientais\npredisponentes, a contamina\u00e7\u00e3o ir\u00e1 evoluir para uma infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso \u00e9 necess\u00e1rio que o produtor tenha aten\u00e7\u00e3o\nprincipalmente a cura do umbigo imediata ap\u00f3s o nascimento com iodo a 10%; a\noferta de colostro em quantidade ideal (10% a 12% do peso corporal), de boa\nqualidade (acima ou igual a 25% no refrat\u00f4metro brix) e no tempo certo (5% em\nat\u00e9 duas horas ap\u00f3s o nascimento); bem como manejo do umbigo, observa\u00e7\u00e3o de\npar\u00e2metros do bezerro ao nascimento (aten\u00e7\u00e3o, vitalidade, peso, temperatura e\netc.), higiene no bezerreiro com limpeza peri\u00f3dica e por fim, o alojamento dos animais\ndeve ser bem ventilado de temperatura amena e que ofere\u00e7a prote\u00e7\u00e3o contra\nintemp\u00e9ries.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns fatores de risco aumentam a incid\u00eancia de doen\u00e7as\nrespirat\u00f3rias na fase de cria, sendo o principal a falta de ventila\u00e7\u00e3o nos\nalojamentos pela alta taxa de lota\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do excesso de umidade, poeira em\ngrande quantidade ou agentes infecciosos presentes nas acomoda\u00e7\u00f5es, altera\u00e7\u00f5es\nbruscas de temperatura que causam estresse t\u00e9rmico nos bezerros, e demais\nfatores que debilitam o sistema respirat\u00f3rio ou agravam quadros de doen\u00e7as\nrespirat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A pneumonia possui etiologia multifatorial podendo ter\ndiferentes tipos de origem. \u00c9 comum ser desencadeada por agentes f\u00edsicos e\nqu\u00edmicos que v\u00e3o predispor o bezerro aos agentes infecciosos oportunistas\npresentes no ambiente ou pr\u00f3prios de suas vias a\u00e9reas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o al\u00e9m do agente causador da\npneumonia, o sistema imunol\u00f3gico do bezerro, o tipo de manejo ao qual o animal\nest\u00e1 sendo submetido e suas condi\u00e7\u00f5es corporais, que v\u00e3o influenciar na\ngravidade da doen\u00e7a em cada animal (ROCHA, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos cl\u00ednicos, as pneumonias geralmente s\u00e3o\nclassificadas em tr\u00eas categorias:<\/p>\n\n\n\n<p>Broncopneumonias,<\/p>\n\n\n\n<p>Pneumonias intersticiais;<\/p>\n\n\n\n<p>Pneumonias metast\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sinais cl\u00ednicos e tratamento v\u00e3o variar em cada caso, de\nacordo com a causa da pneumonia, mas os sinais mais comuns s\u00e3o quadros de\ntaquipneia (respira\u00e7\u00e3o acelerada) e dificuldade respirat\u00f3ria. O tratamento\ntamb\u00e9m vai depender do quadro cl\u00ednico, sendo necess\u00e1rio a ado\u00e7\u00e3o de tratamento\nde suporte, afim de reduzir os sintomas e fornecer conforto ao animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, quanto mais cedo for feito o diagn\u00f3stico melhor ser\u00e1 o progn\u00f3stico para o animal, al\u00e9m de evitar a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a pela propriedade quando se tratar de causas infecciosas e resultar em menor preju\u00edzo para o produtor (ROCHA, 2011; SILVA; FECKINGHAUS, 2019).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"600\" src=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/HO2021-0822.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9070\" srcset=\"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/HO2021-0822.jpg 800w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/HO2021-0822-300x225.jpg 300w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/HO2021-0822-768x576.jpg 768w, https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/HO2021-0822-135x100.jpg 135w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>&nbsp;CLASSIFICA\u00c7\u00c3O DAS PNEUMONIAS <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;S\u00cdNDROME DA ANG\u00daSTIA RESPIRAT\u00d3RIA (SAR)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A SAR \u00e9 uma doen\u00e7a causada por uma insufici\u00eancia\nrespirat\u00f3ria progressiva que ocorre devido \u00e0 aus\u00eancia de surfactante pulmonar\nem neonatos, sendo um problema mais comum em animais prematuros (BALEST, 2018).<\/p>\n\n\n\n<p>Animais advindos de t\u00e9cnicas como fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro e\nclonagem s\u00e3o acometidos pela SAR com maior frequ\u00eancia, assim como neonatos\nprematuros. A rela\u00e7\u00e3o da SAR com a prematuridade dos animais \u00e9 devido a\nmatura\u00e7\u00e3o do pulm\u00e3o coincidir com a maturidade fetal, apresentando uma rela\u00e7\u00e3o\ndireta com a produ\u00e7\u00e3o do surfactante (DANTAS, 2015), ou seja, o surfactante n\u00e3o\n\u00e9 produzido em quantidade adequada at\u00e9 o final da gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O surfactante pulmonar \u00e9 um l\u00edquido que reduz de forma\nsignificativa a tens\u00e3o superficial dentro do alv\u00e9olo pulmonar, diminuindo a\ntend\u00eancia dos alv\u00e9olos se colabarem e auxiliando no trabalho de insufla-los. O\nsurfactante previne o colapso durante a expira\u00e7\u00e3o sendo essencial para que o\nanimal respire de forma adequada, quando ausente \u00e9 necess\u00e1ria uma maior press\u00e3o\ndo ar para encher os alv\u00e9olos.<\/p>\n\n\n\n<p>No colapso pulmonar h\u00e1 extravasamento de prote\u00ednas do sangue\npara dentro dos alv\u00e9olos, inibindo ainda mais a produ\u00e7\u00e3o de surfactante,\nlesionando do tecido alveolar e consequentemente impedindo as trocas gasosas\n(DANTAS, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BRONCOPNEUMONIA INFECCIOSA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agentes infecciosos s\u00e3o a causa principal da broncopneumonia\nque se caracteriza por altera\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria de br\u00f4nquios, bronqu\u00edolos e par\u00eanquima\npulmonar, sendo o problema respirat\u00f3rio mais frequente em bezerros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, os animais acometidos por esse padr\u00e3o de pneumonia\ntem o in\u00edcio do quadro com infec\u00e7\u00f5es virais (Herpesvirus bovino-1, v\u00edrus da\nparainfluenza-3, v\u00edrus sincicial respirat\u00f3rio bovino) que promovem les\u00f5es nos\ntecidos do sistema respirat\u00f3rio, aumentado a suscetibilidade \u00e0 agentes,\nprincipalmente as bact\u00e9rias, que residem no trato respirat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00edrus tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis por modifica\u00e7\u00e3o dos sistemas\nimune inato e adaptativo por meio da altera\u00e7\u00e3o de macr\u00f3fagos alveolares,\nsupress\u00e3o da prolifera\u00e7\u00e3o de linf\u00f3citos e morte celular, al\u00e9m da libera\u00e7\u00e3o de\ncitocinas modificadas (PANCIERA et al., 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as les\u00f5es no epit\u00e9lio e comprometimento das defesas\nimunol\u00f3gicas das vias respirat\u00f3rias causadas pelos v\u00edrus, as bact\u00e9rias que s\u00e3o\ncomensais do trato respirat\u00f3rio podem proliferar e ocasionar a pneumonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Panciera et. al., (2010) os principais agentes da\ninfec\u00e7\u00e3o bacteriana que ocorre secundariamente s\u00e3o Mannheimia haemolytica,\nPasteurella multocida, Histophilus somni (anteriormente Haemophilus somnus ),\nArcanobacterium pyogenes , Mycoplasma bovis e, mais recentemente, Bibersteinia\ntrehalosi (anteriormente Pasteurella trehalosi).<\/p>\n\n\n\n<p>Esses agentes bacterianos causam infec\u00e7\u00f5es com padr\u00f5es de\nles\u00e3o graves, sendo a boncopneumonia supurativa, pneumonia fibrinosa ou\npleuropneumonia fibrinosa e a broncopneumonia necr\u00f3tica os mais comuns.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PNEUMONIA INTERSTICIAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se caracteriza pela inflama\u00e7\u00e3o do par\u00eanquima pulmonar de\nnatureza n\u00e3o infecciosa. Esse termo \u00e9 mais utilizado para designar uma les\u00e3o e\nn\u00e3o uma doen\u00e7a, j\u00e1 que esse tipo de pneumonia se refere a uma intensa\ninflama\u00e7\u00e3o pulmonar difusa, geralmente decorrente da inala\u00e7\u00e3o de toxinas ou\ninfec\u00e7\u00f5es virais isoladas, al\u00e9m de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 compostos qu\u00edmicos, v\u00edrus,\nlarvas de alguns parasitas migrat\u00f3rios, gases t\u00f3xicos e algumas condi\u00e7\u00f5es\nambientais que desorganizam a resposta imunol\u00f3gica no sistema respirat\u00f3rio com\nconsequente les\u00e3o dos alv\u00e9olos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s exposi\u00e7\u00e3o ao agente, o processo se inicia com morte de\npneum\u00f3citos e das c\u00e9lulas epiteliais bronquiolares, al\u00e9m de ac\u00famulo de c\u00e9lulas\ninflamat\u00f3rias, predominantemente macr\u00f3fagos, e prolifera\u00e7\u00e3o de fibroblastos no\nespa\u00e7o intersticial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre dano das paredes dos capilares alveolares (pequenos\nvasos sangu\u00edneos) por subst\u00e2ncias liberadas pelos leuc\u00f3citos; a les\u00e3o\nendotelial causa um aumento na permeabilidade vascular, levando a um edema\nintersticial e, posteriormente, alveolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio ao l\u00edquido que extravasa dos vasos para o interior\ndos alv\u00e9olos, escapam tamb\u00e9m outras prote\u00ednas, incluindo fibrina, que se\ndeposita na parede alveolar, formando redes de fibrina que inutilizam o\nalv\u00e9olo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o tempo a les\u00e3o evolui conferindo uma apar\u00eancia\nglandular aos alv\u00e9olos pulmonares. Em geral, ela pode ocorrer em v\u00e1rios padr\u00f5es\nde envolvimento pulmonar e a mais bem caracterizada \u00e9 a pneumonia intersticial\ndifusa (PANCIERA et al., 2010)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PNEUMONIA VERMIN\u00d3TICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A pneumonia vermin\u00f3tica tem como principal agente etiol\u00f3gico\nem bovinos o Dictyocaulus viviparus, as les\u00f5es podem ser encontradas em gado\nconfinado ou a pasto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bovinos se infectam atrav\u00e9s da ingest\u00e3o de larvas em\nambientes \u00famidos e os sinais cl\u00ednicos variam de acordo com a fase de infec\u00e7\u00e3o\n(pr\u00e9-patente, patente, p\u00f3s- patente e reinfec\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p>As les\u00f5es acontecem \u00e0 medida que as larvas migram para o\npulm\u00e3o, formando pequenos focos de pneumonia intersticial e bronquiolite\neosinof\u00edlica, tamb\u00e9m \u00e9 visto atelectasia e enfisema. Na macroscopia o padr\u00e3o \u00e9\nmarcado por les\u00f5es bilaterais nos lobos caudais (PANCIERA et. al., 2010).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PNEUMONIA TUBERCULOSA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tuberculose \u00e9 doen\u00e7a infecciosa de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria\ne de controle nacional. Seu agente etiol\u00f3gico \u00e9 o Mycobacterium bovis que causa\ngranulomas caseosos nos pulm\u00f5es e ocasionalmente em outros \u00f3rg\u00e3os. Al\u00e9m disso\nos linfonodos regionais, em especial o retrofar\u00edngeo e br\u00f4nquicos s\u00e3o alvos\nespec\u00edficos da infec\u00e7\u00e3o do agente bacteriano.<\/p>\n\n\n\n<p>A tuberculose \u00e9 uma zoonose, facilmente transmiss\u00edvel dos\nanimais para os humanos, entre animais do rebanho e de animais silvestres para\no bovino.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 tratamento nem vacina para a doen\u00e7a em bovinos,\nportanto a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave do controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que \u00e9 detectado um animal com tuberculose, a solu\u00e7\u00e3o\n\u00e9 o abate sanit\u00e1rio ou sacrif\u00edcio. Para erradicar, ou controlar a doen\u00e7a na\npropriedade deve-se testar todos os animais, al\u00e9m de ter o cuidado de adquirir\napenas animais negativos ao teste intrad\u00e9rmico para tuberculose.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil h\u00e1 o Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o\nda Brucelose e da Tuberculose Animal \u2013 PNCEBT que deve ser seguido pelos\npecuarista garantindo a sanidade do rebanho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OUTROS TIPOS DE PNEUMONIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As pneumonias aspirativas s\u00e3o causadas pela inala\u00e7\u00e3o de\ngrandes quantidades de material estranho, muitas vezes de l\u00edquidos. Pode\nocorrer em bezerros alimentados artificialmente ou na administra\u00e7\u00e3o de\nmedicamentos orais, em que o l\u00edquido \u00e9 aspirado, problema conhecido como \u201cfalsa\nvia\u201d, comum acontecer quando o l\u00edquido \u00e9 for\u00e7ado ou quando o bezerro est\u00e1 com\naten\u00e7\u00e3o deprimida devido a algum outro problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Em partos prolongados, dif\u00edceis, a aspira\u00e7\u00e3o de mec\u00f4nio\nsecund\u00e1ria \u00e0 angustia fetal \u00e9 um fator de risco de mortalidade neonatal de\nbezerros. O progn\u00f3stico \u00e9 reservado em todos os casos de pneumonia aspirativa.<\/p>\n\n\n\n<p>As pneumonias metast\u00e1ticas s\u00e3o caracterizadas por emboliza\u00e7\u00e3o s\u00e9ptica dos pulm\u00f5es, a partir de outros focos no organismo, e o problema \u00e9 pouco frequente em bovinos com menos de um ano de idade.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fase de cria \u00e9 o per\u00edodo de desenvolvimento cr\u00edtico e\nrepleto de desafios tanto para o bezerro quanto para o produtor rural e, em muitas\npropriedades, as doen\u00e7as do trato respirat\u00f3rio s\u00e3o o principal entrave para o\n\u00eaxito na cria\u00e7\u00e3o dos bezerros (ROCHA, 2011).<\/p>\n\n\n\n<p>Na bovinocultura a maior incid\u00eancia de \u00f3bito acontece nos\nprimeiros dias de vida dos bezerros, diminuindo ao longo dos dias, conforme o\nanimal se desenvolve. Por isso, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia os cuidados prim\u00e1rios\ncom neonatos:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Oferta de colostro em quantidade ideal e de boa qualidade\nem at\u00e9 duas horas,<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cura do umbigo imediata ap\u00f3s o nascimento,<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o de estresse atrav\u00e9s de pr\u00e1ticas de manejo que\nvisem o bem-estar dos animais, evitando que os fiquem expostos a condi\u00e7\u00f5es\nclim\u00e1ticas adversas, dentre outros fatores.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras medidas como vacina\u00e7\u00e3o da vaca gestante e dos animais\nap\u00f3s o nascimento tamb\u00e9m se mostram efetivas para alguns agentes, mas \u00e9\nessencial que todo o manejo higi\u00eanico e sanit\u00e1rio do local seja adequado,\nreduzindo assim a incid\u00eancia das doen\u00e7as respirat\u00f3rias em bezerros e concluindo\ncom \u00eaxito a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\"><em>Fonte: Milkpoint escrito por Ana Paula Lopes Marques e Clayton Bernardinelli Gitti, orientadores na UFRRJ e Anna Carla Silva Cunha e Keity Kelly Vianna Benetti, discentes<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":9070,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,12],"tags":[],"class_list":["post-9069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9069"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9069\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9380,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9069\/revisions\/9380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gadoholandes.com\/jornal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}